O presidente do Missão, Renan Santos, criticou neste domingo (11.out.2026) a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de criar o Ministério da Prosperidade caso seja eleito presidente. Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan associou a ideia ao discurso do empresário Pablo Marçal e questionou como a estrutura funcionaria.
"Vai fundir vários ministérios para criar o Ministério da Prosperidade, que assim o brasileiro vai prosperar. Como? Não explicou. Quais políticas públicas? Ninguém sabe, mas você vai prosperar", declarou Renan.

Flávio anunciou a proposta no horário eleitoral de sexta-feira (9.out). Segundo ele, o ministério seria destinado a pessoas interessadas em estudar, fazer cursos, empreender e obter crédito.

As diretrizes do plano de governo de Flávio tratam de qualificação profissional e acesso ao crédito. O documento, porém, não menciona o Ministério da Prosperidade nem esclarece quais órgãos fariam parte da nova estrutura. O plano também propõe cortar pelo menos dez ministérios.
Renan chamou Marçal, que disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024, de "coach malandro" e ironizou a possibilidade de alguém desse segmento comandar a pasta. "Ah, vamos botar o nome do ministério de coach aí, vamos botar um coach de ministro", declarou.
O presidente do Missão também afirmou que Flávio apresentou propostas genéricas durante a campanha. Ele classificou algumas iniciativas como "mera compra de votos" e citou como exemplo uma promessa relacionada à distribuição de celulares para mulheres.
Renan defendeu que a disputa eleitoral dê mais espaço a temas como exploração de terras-raras, instalação de centros de dados, reindustrialização e desenvolvimento do Nordeste. Sobre a exploração mineral, afirmou que o potencial econômico deve ser avaliado junto com medidas de preservação ambiental.
"Ter qualidade técnica para assumir uma posição devia ser o básico", disse.
Renan ainda criticou a eleição de influenciadores para cargos públicos e questionou o preparo dos representantes escolhidos. "Estamos entrando num dos períodos mais negros da democracia brasileira. Ela fracassou. O Pacto de [19]88 fracassou, o modelo democrático brasileiro fracassou", declarou.





