Círio tem forte apoio a Lula e recado contra Bolsonaro
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Círio tem forte apoio a Lula e recado contra Bolsonaro

Participantes da Trasladação, da Festa da Chiquita e do Círio de Nazaré manifestaram apoio ao presidente Lula e rejeição à família Bolsonaro em Belém.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Durante a Trasladação, procissão realizada na noite anterior ao Círio de Nazaré, em Belém, no Pará, diversas pessoas fizeram o 'L' com os dedos ao passar pelos camarotes instalados no percurso. Também foram vistas roupas vermelhas, camisetas e bonés em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As irmãs Suzan e Suanny Lopes acompanharam a procissão e contaram que a cantora paraense Gaby Amarantos convidou o público, da sacada do espaço Laje da Naza, a cantar em apoio ao candidato do PT.

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"Além disso, vi muitas pessoas vestidas de vermelho e fazendo o 'L'. Nós também fizemos, claro", afirmou a professora Suzan após o show de Frejat na praça Waldemar Henrique, dentro da programação cultural do Círio. Durante a apresentação, o público também cantou "olê, olê, olê, olá; Lula, Lula".

A produtora cinematográfica Suanny defendeu a importância das manifestações durante o Círio. "É fundamental expressar o que a gente pensa e também virar voto", afirmou.

Como trabalhadora da cultura, Suanny considera que a vitória de Lula é "necessária". "Não há outra opção. Ou é Lula ou serão quatro anos de inexistência, de inoperância das políticas públicas voltadas para a cultura, e o cinema brasileiro não vai avançar".

Suzan destacou sua preocupação com as consequências de uma vitória de Flávio Bolsonaro. Para a professora, ele representa "o pior possível". "Eu leciono na periferia, onde os meus alunos precisam das políticas afirmativas para ingressar na universidade e fazer pesquisa, e isso terminaria com a extrema direita".

A professora e advogada Lygia Barreto também participou da Trasladação. Segundo ela, "a caminhada religiosa e a expressão política de apoio ao Lula andam juntas porque ambas nascem do mesmo lugar, do desejo genuíno de justiça social, dignidade e transformação da realidade".

Lygia acrescentou que "apoiar o presidente Lula nas ruas, em meio à procissão, é traduzir essa mesma busca por um futuro possível, é acreditar que a esperança coletiva pode se manifestar tanto na devoção quanto na luta por um país mais justo, inclusivo e humano para quem mais precisa".

A funcionária pública Libny Amaral relatou ter visto "centenas de pessoas, principalmente estudantes que defendem a universidade pública, se manifestando a favor de Lula" durante a Trasladação.

"Eu estava lá aplaudindo a nossa juventude, que sonha com um Brasil mais justo, igualitário, onde todos possam ter acesso à educação", afirmou Libny. Ela também contou que fez o 'L' "junto com todos aqueles que estavam lá expressando o que queriam para suas vidas e o Brasil que desejam para o futuro".

Libny disse apoiar Lula porque se identifica "com suas propostas e com a visão que ele representa para os mais pobres, os vulneráveis, aqueles que foram esquecidos durante décadas".

"Eu voto nele, pois acho necessário fortalecer nossa democracia, nossa soberania, nossas instituições, nossos direitos sociais e políticos. Eu estou do lado certo da história, votando e acreditando no Lula desde 1989. Fui, sou e serei sempre Lula", declarou.

Após a Trasladação, artistas demonstraram apoio a Lula na Festa da Chiquita, tradicional evento LGBTQIA+ realizado durante o período do Círio. O paraense Jeff Moraes cantou "Vermelho" acompanhado pelo público e depois puxou um coro a favor do candidato do PT. "Estamos juntos", finalizou.

Álec, participante do programa "Estrelas da Casa", da Globo, apresentou a música "Como nossos pais" e encerrou com um pedido ao público: "Dia 25, cara, vote consciente, vote Lula. E vamos continuar resistindo".

A Festa da Chiquita celebrou 50 anos e homenageou a cantora e dançarina norte-americana Josephine Baker e o sociólogo Luiz Bandeira, criador do evento na década de 1970.

Na Vila da Barca, comunidade que se tornou símbolo de racismo ambiental após receber entulhos de uma obra da COP-30, moradores exibiram durante a passagem do Círio Fluvial uma faixa com a frase "Nossa Senhora, nos livre de Bolsonaro de novo".

A líder comunitária Inez Medeiros explicou a manifestação: "Nós mostramos esta faixa pela primeira vez com a candidatura do pai, agora com a do filho. Quando uma figura como o Flávio ataca as escolas e diz que há doutrinação, eu, como professora, sei que isso não acontece de fato. E ele representa o aumento da divisão de classes. Vai de fato governar para uma parcela menor, que não esconde mais o seu preconceito. Os seus eleitores não têm vergonha de dizer que odeiam pobres em ascensão social, acessando a universidade, dividindo o avião com eles".

Para Inez, "são as políticas públicas desenvolvidas pelo presidente Lula que nos representam".

"Além de festejar o Círio, estamos pedindo para que, nos próximos dias, tenhamos discernimento para não ter que reconstruir o país daqui a 20 anos. Estamos pedindo para que a gente não pague para ver retrocessos na educação, na saúde etc. A representação do Lula é a que mais se aproxima do ideal de sociedade que a gente defende", afirmou.

Durante a procissão do Círio, no domingo, Fafá de Belém encerrou sua apresentação cantando o sucesso "Vermelho". O público respondeu fazendo o 'L' em direção à artista. "Muita luz, muito amor e um coração bem vermelho", desejou Fafá, que também pediu uma saudação a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

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