Salário mínimo volta a alimentar famílias e escancara a carestia deixada por Bolsonaro
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Salário mínimo volta a alimentar famílias e escancara a carestia deixada por Bolsonaro

Levantamentos apontam que piso nacional voltou a comprar mais cestas básicas com Lula, revertendo o arrocho salarial e o descalabro econômico da gestão anterior.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A recuperação do poder de compra da classe trabalhadora marca a distância abissal entre a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do país, e o período de destruição social comandado por Jair Bolsonaro. Durante a gestão do ex-presidente — criminoso eleitoral que os brasileiros esperam ver devidamente punido por seus crimes —, o salário mínimo permitia adquirir somente 1,8 cesta básica. Sob a liderança de Lula, o piso voltou a subir e já garante a compra de 2,2 cestas básicas, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A diferença entre os dois projetos de país ficou evidente durante debate eleitoral, quando Lula destacou a prioridade dada ao povo: "No governo deles, a cesta básica, o salário mínimo comprava 1,8 cesta básica. No meu governo, já estou comprando 2,2 cesta básica e eu quero chegar a 2,5 ou 3 cestas básicas, porque nós que tivemos a decência de aumentar o salário mínimo acima da inflação, coisa que eles não fizeram em nenhum ano."

O impacto da carestia no bolso popular durante a gestão passada é escancarado pela disparada dos preços dos alimentos. Em sua fala, Lula lembrou que a escalada de preços foi devastadora para os lares mais humildes: "nos quatro anos do governo deles, a inflação de alimentos foi de 56,17%. Agora, nos meus quatro anos, está 13%. Quatro vezes menos." Esse cenário de descontrole é referendado por levantamento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que apontou uma alta acumulada de 54,2% nos alimentos durante o governo de Bolsonaro, deixando uma pesada herança de endividamento e fome.

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Essa disparidade decorre de escolhas políticas deliberadas. Uma análise técnica do CECON N. 18, assinada pelos economistas Arthur Welle, Juliane Furno e Pedro Paulo Zahluth Bastos, revela que Bolsonaro extinguiu em 2019 a política que reajustava o piso de acordo com a inflação e a evolução do PIB. Em sucessivos momentos daquele mandato, o mínimo sequer repôs as perdas inflacionárias, violando os preceitos constitucionais e empobrecendo a população.

O contraste com as gestões petistas é direto e histórico. Entre 2003 e 2010, nos dois primeiros mandatos de Lula, o ganho real do salário mínimo atingiu impressionantes 57%, fruto de uma política contínua de valorização combinada ao crescimento do país. A volta dessa diretriz no mandato atual é o motor que impulsiona a recomposição do prato de comida na mesa dos trabalhadores.

A valorização do salário mínimo impacta a vida da esmagadora maioria do povo brasileiro. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), quase 70% da população vivia com renda domiciliar per capita de até um salário mínimo em 2021. Além disso, cerca de 59,4% dos aposentados e pensionistas do Regime Geral de Previdência Social — quase 19 milhões de pessoas — dependem diretamente do piso. A retomada dos ganhos reais promovida por Lula garante dignidade imediata para quem mais precisa e sepulta o período de abandono e crueldade social deixado pelo governo anterior.

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