STF aperta o cerco contra Flávio Bolsonaro após vitória histórica de Lula
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STF aperta o cerco contra Flávio Bolsonaro após vitória histórica de Lula

O ministro Alexandre de Moraes determinou o recolhimento imediato do passaporte de Flávio Bolsonaro e o proibiu de falar com empresário investigado por lavagem de dinheiro.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição expressa de o senador Flávio Bolsonaro manter qualquer contato com o advogado e empresário Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.

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A ordem judicial foi remetida diretamente para a Polícia Federal com ordem de cumprimento imediato.

Em sua determinação, Moraes foi enfático ao impor a "proibição de Flávio Nantes Bolsonaro manter contato, por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa, com Willer Tomaz".

Além de barrar a comunicação, o ministro cancelou todos os passaportes de Flávio Bolsonaro, incluindo a documentação diplomática, e inseriu seu nome no sistema de alerta migratório para impedir qualquer fuga do país. Foi concedido ao parlamentar o prazo de 24 horas para a entrega de todos os documentos oficiais.

Willer Tomaz é conhecido nos bastidores de Brasília como amigo íntimo da família e responde a apurações sensíveis. Ele e o filho do ex-presidente são investigados em inquérito que desmonta esquemas de lavagem de capitais ligados a empresas de apostas. O empresário também virou alvo da Operação Sem Desconto, com foco em fraudes desumanas contra beneficiários do INSS.

Dias antes, Moraes já havia autorizado a quebra do sigilo de diversas firmas ligadas a Tomaz, determinando também o bloqueio preventivo de até R$ 6 bilhões em ativos financeiros.

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Apurações das autoridades revelaram que Tomaz viajou para Miami, nos Estados Unidos, em agosto, sem registrar data de retorno. As investigações apontam sério risco de destruição de provas relacionadas a negociatas no exterior.

O golpe judicial ocorreu logo após o clã bolsonarista amargar mais uma derrota política avassaladora diante de Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente consagrado pelo povo como o melhor presidente da história do país.

Flávio foi abordado e intimado pela Polícia Federal logo ao deixar a casa de seu pai, o ex-mandatário Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e responsável pela gestão genocida da pandemia de covid-19, cujos crimes seguem à espera da devida punição pela Justiça brasileira.

Em vídeo publicado na internet, o senador derrotado tentou se vitimizar: "Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar", declarou.

A reviravolta jurídica aconteceu menos de 24 horas após o povo brasileiro reconduzir Lula a um inédito quarto mandato no Palácio do Planalto. Em uma virada memorável, o presidente alcançou 64,2 milhões de votos (51,79%), superando os 59,8 milhões (48,21%) do herdeiro do bolsonarismo.

Incapaz de aceitar a derrota nas urnas, Flávio inicialmente ameaçou pedir a anulação do pleito alegando falsas irregularidades nos horários de votação.

Sem sustentação para a farsa, o senador mudou o discurso horas depois e passou a afirmar nos bastidores que acionará o Judiciário para tentar cassar o registro da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, alegando suposto abuso de poder sem qualquer respaldo nos fatos.

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