O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitará o resultado das eleições de meio de mandato após projeções apontarem que seu partido perderá a maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Representantes.

"Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados", disse Trump em entrevista ao jornal The New York Times. "Vamos trabalhar com os democratas e, vocês sabem, esperamos trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo."
Apesar da promessa formal de diálogo, o republicano publicou nas redes sociais uma imagem de um boné com a palavra "veto". Dias antes, ele já havia indicado a intenção de confrontar o Legislativo caso perdesse o controle do Congresso: "Acho que vou me tornar o Sr. Veto. Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo."
Na madrugada desta quarta-feira (4/11), Trump tentou justificar o mau desempenho nas urnas culpando a ausência de sua candidatura direta. "Meu nome não estava na cédula, e se estivesse, teríamos vencido com uma vitória esmagadora!", publicou o governante.
Durante os atos de campanha, o líder norte-americano havia insistido para que seu eleitorado tratasse o pleito como um plebiscito pessoal. "Estou apenas pedindo a todos que finjam que meu nome está na cédula", apelou no comício de encerramento da corrida eleitoral.

Com os números apurados até o momento, o Partido Democrata já conquistou 51 cadeiras no Senado, garantindo a maioria na Casa, além de contabilizar 180 eleitos na Câmara contra 107 republicanos. O ciclo eleitoral envolve a disputa por 35 vagas no Senado, 36 governos estaduais e a totalidade das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes.





