A primeira pesquisa nacional de boca de urna com eleitores que foram às urnas nos Estados Unidos apontou um cenário desastroso para Donald Trump: 75% dos entrevistados afirmaram que a economia do país se encontra ruim ou péssima.
O desempenho econômico costuma ser o fator determinante para o resultado das eleições de meio mandato, que definem a composição integral da Câmara dos Representantes e de dois terços do Senado norte-americano.
Outro levantamento de boca de urna destacou o descontentamento da população com a política externa, revelando que 62% do eleitorado rejeita a guerra contra o Irã.

Na tentativa desesperada de atrair eleitores independentes na reta final da disputa, Trump chegou a declarar que os Estados Unidos cortariam o financiamento anual bilionário destinado a Israel.
Contudo, o início da contagem oficial de votos já começou a apontar grandes reveses para o grupo republicano, com destaque para a disputa ao Senado na Flórida. A democrata Angie Nixon abriu uma surpreendente vantagem de quatro pontos sobre a republicana Ashley Moody, com metade dos votos apurados.
No expressivo condado de Miami-Dade, marcado pela expressiva presença de eleitores hispânicos, Nixon registrou dianteira de 10 pontos percentuais. O resultado representa uma guinada dramática em relação a 2024, quando Trump venceu na mesma região com 11 pontos de folga.
Na Virgínia, a reeleição do senador democrata Mark Warner foi impulsionada por 65% dos votos dos eleitores que se declaram independentes, sinalizando uma forte rejeição à Casa Branca entre os votantes que costumam definir os distritos mais disputados.
A bancada democrata também confirmou a manutenção de sua cadeira no Senado pela Geórgia, com a confirmação da vitória de Jon Ossoff.
Na batalha pelo comando da Câmara dos Representantes, os primeiros anúncios foram amplamente desfavoráveis aos republicanos: das 10 primeiras vagas definidas, os democratas conquistaram oito, contra apenas duas dos aliados do governo.
Antes da consolidação das apurações, o líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, resumiu o sentimento de mudança política ao declarar: "Os Estados Unidos vão acabar com o extremismo do MAGA".
A disputa pelo governo da Flórida também apresentou quadro desfavorável para a direita: com 58% da apuração concluída, o democrata David Jolly liderava com dois pontos de vantagem contra o republicano Byron Donalds.
O panorama preliminar desenha um resultado devastador para Donald Trump, que caminha para perder a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes, ao mesmo tempo em que a oposição democrata consolida avanços decisivos nos estados.





