Derrota de Trump nos Estados Unidos sinaliza colapso da extrema direita
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Derrota de Trump nos Estados Unidos sinaliza colapso da extrema direita

Candidatos apoiados pelo presidente americano sofrem derrotas contundentes em redutos conservadores, garantindo avanço decisivo dos democratas no Congresso.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Uma onda de votos democratas provocou um revés profundo para Donald Trump nas eleições legislativas nos Estados Unidos, desenhando um cenário de ampla maioria da oposição na Câmara dos Representantes.

Na Carolina do Sul, Darline Graham, irmã do falecido senador Lindsey Graham, perdeu a disputa pelo Senado, consolidando um forte golpe pessoal contra as pretensões de Trump.

O revés é ainda mais expressivo diante do histórico recente: Trump havia vencido confortavelmente no estado em 2024, quando registrou 58% dos votos contra 40% do adversário.

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A indicação de Darline para disputar a cadeira que pertencia ao irmão foi uma escolha pessoal de Trump, que se envolveu de forma direta na campanha com a expectativa de uma vitória garantida.

Com essa definição, o Partido Democrata assegurou logo nos primeiros minutos da madrugada duas das quatro vagas que precisava conquistar para assumir o controle do Senado.

No Texas, o democrata James Talarico abriu uma distância superior a 20 pontos sobre o procurador-geral Ken Paxton, outro aliado fortemente respaldado por Trump, com 53% dos votos contabilizados.

No Kansas, tradicional reduto republicano, o democrata Adam Hamilton também despontava na frente com 53% contra 39% de Roger Marshall, com metade da apuração concluída.

O avanço democrata também se consolidou nas disputas para o Senado nos estados de Ohio, Michigan e Maine.

A virada nas urnas foi impulsionada pela mobilização em massa de eleitores hispânicos e independentes, rompendo a base que deu suporte a Trump na eleição de 2024.

Além disso, fatias de republicanos moderados decidiram punir a atual gestão nas urnas, insatisfeitos com promessas eleitorais não cumpridas sobre o recuo em conflitos internacionais e a redução dos preços de energia.

Projeções da rede NBC apontam que a bancada democrata deve crescer de 215 para 244 cadeiras, garantindo uma folgada maioria na Câmara.

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