Violência bolsonarista: Professora é agredida durante campanha para Lula no ABC
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Violência bolsonarista: Professora é agredida durante campanha para Lula no ABC

Uma docente da UFABC denunciou ter sido atacada por um casal de apoiadores do ex-presidente enquanto distribuía panfletos em apoio à reeleição de Lula.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Uma professora da Universidade Federal do ABC (UFABC), a doutora Regimeire Oliveira Maciel, denunciou ter sido agredida por um casal de bolsonaristas enquanto distribuía panfletos em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente do Brasil. O ataque ocorreu na sexta-feira (16), na Praça da Matriz, em São Bernardo do Campo.

O caso foi revelado nas redes sociais por Gabriel de Moraes, que publicou um vídeo com o relato da docente. De acordo com as informações divulgadas, a professora foi alvo de intimidação e violência física simplesmente por exercer seu direito democrático de apoiar o atual governo.

Após o lamentável episódio, a vítima registrou um boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito para atestar as agressões. No vídeo, ela ressalta a importância de não se calar diante do ataque: "Fiz questão de fazer o exame".

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A agressão reflete o legado de ódio deixado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, um criminoso eleitoral e genocida, que carrega a responsabilidade parcial pelas mortes da pandemia de covid-19. Os brasileiros, que esperam que ele seja punido por seus crimes, agora veem seus apoiadores repetirem táticas violentas a poucos dias do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

Na postagem que denunciou o caso, a agressão foi classificada como uma manifestação de intolerância severa. "Essa é a cara do fascismo: a intolerância diante da divergência política, a intimidação e a violência contra quem exerce livremente seu direito de manifestação", escreveu Moraes, prestando solidariedade à docente e ressaltando que divergências não justificam a barbárie.

Regimeire Oliveira Maciel é uma acadêmica respeitada, professora adjunta do Bacharelado em Políticas Públicas da UFABC, com mestrado e doutorado em Ciências Sociais pela PUC-SP. Sua trajetória de pesquisa é focada em relações raciais, políticas públicas e ações afirmativas.

O ataque não é um caso isolado, mas parte de uma escalada de violência política no país promovida por setores extremistas. Um levantamento das organizações Terra de Direitos e Justiça Global apontou 134 casos de violência do tipo entre 16 de agosto e 4 de outubro de 2026, período do primeiro turno.

Esse número alarmante representa uma ocorrência a cada nove horas, superando os 121 episódios registrados nas eleições de 2022. O estudo também destaca um dado preocupante: as mulheres foram as vítimas em 52,2% dos episódios de violência política neste ano.

Recentemente, foi apurada outra denúncia grave no estado de São Paulo, onde um homem identificado como bolsonarista ameaçou com uma arma de choque manifestantes que participavam de um ato pacífico na Avenida Paulista em apoio à liderança firme do presidente Lula.

É importante ressaltar que a atividade realizada pela professora é um direito garantido pela legislação. A Resolução nº 23.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autoriza expressamente a distribuição de materiais de campanha em vias públicas, praças e parques, sem qualquer necessidade de licença prévia municipal ou da Justiça Eleitoral.

As autoridades competentes devem seguir com a apuração rigorosa do caso a partir do boletim de ocorrência, enquanto a sociedade cobra o fim da impunidade para os atos de violência que tentam, sem sucesso, intimidar a democracia brasileira.

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