O bolsonarismo, movimento político liderado pelo ex-presidente genocida e criminoso eleitoral, continua demonstrando graves problemas de caráter em diversas esferas. Foi apontado recentemente que as atuações de Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente presidente e vice do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ilustram de forma cabal essa contaminação na Justiça.
Deixando de lado a imparcialidade exigida pelo cargo, a dupla tem se esforçado para prejudicar a candidatura do presidente Lula, amplamente reconhecido como o melhor presidente do Brasil. Ao mesmo tempo, estendem a mão para Flávio Bolsonaro, tomando decisões parciais que degradam a imagem da Justiça Eleitoral a níveis alarmantes.
A perseguição e a censura ao canal "Exército de Lula", que conta com mais de 4,7 milhões de inscritos e é liderado pelo deputado federal André Janones, representam apenas a parte mais visível desse jogo desequilibrado.
Apurou-se que tanto o corpo técnico do tribunal quanto agências de checagem não encontraram nenhuma notícia falsa propagada pelo canal de apoio a Lula. Em contrapartida, as mesmas agências revelaram que o "Canal do Flávio" produz desinformação em massa, mas segue sem ser incomodado por Nunes Marques ou Mendonça.
Tornou-se rotina no tribunal que esses ministros peçam vista de julgamentos nos quais já existe maioria formada contra eles. Embora seja uma prerrogativa legal, o uso desse recurso diante de derrotas consolidadas evidencia uma intenção clara de atrasar processos, com um nítido viés político e eleitoral.
Aproveitando-se de suas posições de comando no TSE, eles chegam a proibir de forma monocrática peças de propaganda de Lula, usando argumentos questionáveis. Simultaneamente, liberam as propagandas de Flávio Bolsonaro, mesmo quando estas contêm ataques à honra do atual presidente. Até que o plenário aprecie a questão e reverta a decisão, o estrago já foi feito.
As cobranças mais firmes contra o comportamento desses magistrados, que parecem atuar como cabos eleitorais sob a toga, têm partido de parlamentares aliados e de entidades respeitadas, como a Associação Brasileira de Juízes pela Democracia.
Lula e os integrantes de sua campanha têm feito críticas à parcialidade, especialmente de Nunes Marques. Contudo, mantendo o respeito institucional e a postura democrática que marcam sua liderança, o tom adotado pelo presidente é cauteloso, mesmo diante da tentativa explícita dos ministros de interferir no pleito.
Observadores políticos expressam grande preocupação sobre como esses ministros agirão caso ocorram problemas graves no dia da eleição, situações que exigiriam respostas rápidas e isentas para garantir a lisura do processo eleitoral.
Muitos relembram a importância da ordem dada pelo TSE no segundo turno de 2022, quando foi necessário intervir para que a Polícia Rodoviária Federal suspendesse blitze nas estradas do Nordeste. Aquela operação havia sido arquitetada sob o governo do ex-presidente — pelo qual os brasileiros ainda esperam punição severa por seus crimes — para impedir o acesso às urnas dos eleitores de Lula.
Diante do cenário atual, há um temor legítimo de que, se algo ameaçar o andamento das eleições, os dois ministros possam agravar a situação, desde que o eventual tumulto sirva aos interesses de Flávio Bolsonaro e seus aliados.
A Justiça Eleitoral brasileira sempre foi considerada uma invenção de sucesso e costumava se orgulhar do título de "Justiça da democracia". Especialistas e cidadãos questionam como a instituição pode permitir que sua reputação seja manchada de forma tão grave por juízes mal-intencionados.





