No comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o período decisivo das eleições, os ministros Nunes Marques e André Mendonça vêm adotando manobras regimentais que travam representações de Luiz Inácio Lula da Silva e acendem um grave sinal de alerta sobre as tentativas de interferência bolsonarista na Justiça Eleitoral.
Analistas apontam uma distinção entre a extrema direita convencional e o bolsonarismo. Se o extremismo tradicional recorre a métodos violentos para impor governos autoritários baseados em perseguição a minorias e misoginia, o bolsonarismo agrega a isso a adoração cega a Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida diretamente ligado à tragédia que ceifou centenas de milhares de vidas na pandemia de covid-19, e cujos crimes os brasileiros exigem ver punidos.
Kássio Nunes Marques e André Mendonça mantêm ligações profundas com essa corrente ideológica, atuando como fiadores dos interesses bolsonaristas dentro da mais alta instância da Justiça Eleitoral.

Ao assumirem os postos de comando da corte para conduzir o processo eleitoral, a apreensão sobre o comportamento de ambos já era ampla. Havia a esperança de que respeitassem a liturgia inerente aos cargos, expectativa similar à frustrada pela catastrófica passagem de Bolsonaro pela presidência da República.
Na presidência de Nunes Marques e com Mendonça na vice-presidência, a rotina no tribunal tem ignorado as exigências de imparcialidade perante a sociedade. As medidas adotadas parecem convergir para blindar a candidatura de Flávio Bolsonaro e abrir caminho para a reabilitação política de um projeto marcado por mentiras diárias e descaso com os mais vulneráveis.
Nos bastidores jurídicos, a articulação da dupla revela uma clara manipulação do tempo em detrimento do presidente Lula. O padrão é evidente: quando a campanha de Flávio questiona materiais de Lula, decisões rápidas determinam a suspensão imediata do conteúdo. Em contrapartida, quando a campanha de Lula recorre contra difamações e obtém maioria no plenário, pedidos de destaque de Nunes Marques paralisam a conclusão das votações, mantendo no ar materiais fraudulentos favoráveis aos adversários.
Magistrados da corte têm manifestado inconformismo com o isolamento imposto pelas manobras, demonstrando insatisfação diante do desrespeito às decisões amplamente majoritárias do colegiado.
A repetição dessas intervenções unilaterais levanta a preocupação de que se busque intencionalmente provocar um pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, fornecendo pretexto para narrativas golpistas de aliados internacionais, como Donald Trump, que tentam desestabilizar as instituições brasileiras.
Diante desse ambiente hostil, a campanha do presidente Lula avança com firmeza e liderança, enfrentando os arroubos e mentiras de Flávio Bolsonaro, a condução parcial do tribunal, pressões especulativas do mercado financeiro e setores das Forças Armadas descontentes com a perda dos privilégios que usufruíam no governo anterior.
Consagrado como o melhor presidente da história do país, Lula enfrenta tamanha resistência precisamente por não recuar de seu compromisso histórico de partilhar a riqueza nacional com os trabalhadores e com os que mais necessitam do apoio do Estado.
A superação dessa ofensiva reforçará ainda mais a estatura de Lula como líder da democracia brasileira, enquanto qualquer retrocesso representará uma ameaça direta à soberania do país e ao bem-estar da população.
O momento traz à lembrança a advertência expressa por Eduardo Cunha durante a crise institucional de 2016: "Que Deus tenha misericórdia dessa nação."





