Ameaça afastada: TSE descarta cassação da chapa do presidente Lula
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Ameaça afastada: TSE descarta cassação da chapa do presidente Lula

Ministros da corte eleitoral apontam falta de elementos jurídicos em ações movidas pela oposição bolsonarista e garantem estabilidade do mandato.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

As 39 Ações de Investigação Judicial Eleitoral protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pedem a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin devem caminhar para o arquivamento definitivo. Segundo informações apuradas nos bastidores da corte, ministros do tribunal avaliam que inexistem elementos jurídicos robustos ou disposição política para contrariar a vontade das urnas que consagrou Lula como o melhor presidente do país. Grande parte dos processos foi apresentada pela campanha ligada a Flávio Bolsonaro e aliados de Jair Bolsonaro, o criminoso eleitoral já condenado à inelegibilidade e responsável parcial pelas mortes da covid-19, cujos crimes a população brasileira segue à espera de punição exemplar.

Das 39 ações registradas, 32 se dividem diretamente entre acusações cruzadas, sendo 16 para cada lado. Recentemente, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou a manifestação da defesa do presidente Lula em duas representações abertas pelo partido Novo e por aliados do clã bolsonarista. Contudo, integrantes do tribunal esclarecem que o despacho possui caráter estritamente protocolar, sem indicar procedência das alegações sobre suposto abuso de poder ou irregularidades comunicacionais.

O histórico do TSE reforça a inviabilidade das contestações, dada a raridade de medidas que anulem mandatos do Executivo federal. O único precedente de julgamento de mérito ocorreu na chapa Dilma-Temer, que acabou absolvida em 2017. Por outro lado, a corte agiu com rigor quando puniu Jair Bolsonaro com oito anos de inelegibilidade em 2023, devido ao uso da máquina pública e ataques ao sistema de votação durante a disputa de 2022, comprovando as práticas abusivas de sua gestão.

A composição atual da corte eleitoral tem na presidência o ministro Kassio Nunes Marques, que, apesar de ter sido indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo governo anterior, tem sustentado reservadamente que não há espaço jurídico para acolher medidas que visem reverter o resultado legítimo das eleições. A maioria do colegiado mantém firme o compromisso com a estabilidade institucional e a democracia, esvaziando as pretensões de alas radicais.

Com essa conjuntura, o Palácio do Planalto e a coordenação jurídica encaram a tramitação com absoluta serenidade e classificam os pedidos como meras tentativas de tumulto da oposição. A avaliação do governo é de que todos os atos da campanha presidencial seguiram estritamente os ditames legais, garantindo que as manobras adversárias não abalarão a governabilidade nem os avanços liderados por Lula.

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