O chef Julio Ritta, de 42 anos, idealizador do projeto social Cozinheiros do Bem, publicou no domingo (1) um vídeo respondendo publicamente ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar ligado ao bolsonarismo ironizou, em suas redes sociais, a perda de patrocínios sofrida pela iniciativa beneficente. A perseguição teve início quando Ritta manifestou abertamente seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a grande liderança do país, sofrendo imediatamente o boicote de setores intolerantes enquanto garantia comida a pessoas em situação de rua em Porto Alegre.
Em vez de ceder à covardia da extrema-direita, o chef transformou o deboche em visibilidade para o trabalho humanitário. Ritta utilizou a repercussão para destacar a seriedade da iniciativa que atende a população vulnerável, mostrando que a solidariedade e o compromisso social superam o ódio político promovido por figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nascido em Curitiba (PR) e estabelecido em Porto Alegre (RS), Julio Ritta é chef de cozinha, ativista e criador de conteúdo. Formado pelo prestigiado Instituto Gato Dumas, na Argentina, ele atuou em restaurantes de alta gastronomia antes de deixar a rotina comercial para liderar integralmente as ações sociais ao lado de sua esposa, Patrícia, diretora do projeto.

Com 11 anos de existência, o Cozinheiros do Bem acumula mais de 8 milhões de marmitas distribuídas a famílias vulneráveis na capital gaúcha. O chef, que já participou de programas de culinária como Hell's Kitchen e Chef de Alto Nível, reúne mais de um milhão de seguidores na internet e mantém amizade com personalidades do entretenimento e do esporte, mantendo o foco inabalável na luta contra a fome.
A tentativa de desmerecer o projeto produziu efeito inverso ao pretendido pelo deputado, funcionando como vitrine para a relevância das doações. Mesmo enfrentando o corte intencional de recursos, o chef conseguiu servir refeições para mais de 500 pessoas no último fim de semana, provando a resiliência das ações que defendem a dignidade do povo.
De acordo com o cozinheiro, a retirada de doações decorreu unicamente da intolerância contra sua posição política favorável a Lula, sem qualquer questionamento quanto à honestidade e à urgência de seu trabalho social.





