O deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, divulgou nas redes sociais a acusação de que o presidente Lula teria exigido R$ 1 bilhão em propina para permitir que Daniel Vorcaro operasse em fundos de pensão. A publicação apresentou a alegação como fato, mas não trouxe provas próprias.
"Lula é corrupto e não se emenda. Dessa vez, o acordo revelado pela reportagem da Revista Veja demonstra o achaque de Lula e do PT em 1 bilhão de propina pela permissão de Vorcaro operar nos fundos de pensão. Milhões de reais foram pagos ao Instituto Lula", escreveu Gaspar. Nenhum fundo de pensão federal operou com Daniel Vorcaro.
A manifestação do candidato foi baseada em uma reportagem da revista Veja sobre supostos pagamentos de Vorcaro relacionados a um filme sobre Lula. A campanha do presidente negou as acusações e classificou a reportagem como uma "grande farsa montada por Flávio Bolsonaro e Vorcaro".
Em nota divulgada na sexta-feira (9), a Polícia Federal informou que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo apresentado pela revista. A instituição também afirmou que não recebeu "anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito".
A PF acrescentou que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa do investigado não foram aceitas porque não cumpriam os requisitos legais. Segundo a instituição, a decisão foi fundamentada e comunicada aos advogados.
Apesar de afirmar que houve cobrança de propina e pagamentos ao Instituto Lula, Gaspar não apresentou documentos ou outros elementos capazes de comprovar as alegações divulgadas nas redes sociais.
O esclarecimento da Polícia Federal trata da inexistência, na instituição, do depoimento e dos materiais mencionados pela reportagem. A nota não confirma a acusação reproduzida pelo candidato a vice de Flávio Bolsonaro.
A Polícia Federal também informou ter recebido uma notícia-crime com pedido de providências urgentes para apurar os fatos relacionados à reportagem. O caso foi encaminhado à área técnica responsável pelas medidas de polícia judiciária.
A campanha de Lula anunciou que adotará medidas judiciais contra a revista e Vorcaro. O senador Camilo Santana, porta-voz da campanha, classificou a notícia como "mentirosa" e afirmou que advogados foram acionados para buscar a responsabilização dos envolvidos.





