Democracia em alerta: mobilização popular histórica toma as ruas em apoio a Lula
Notícias

Democracia em alerta: mobilização popular histórica toma as ruas em apoio a Lula

Movimentos populares, jovens e lideranças democráticas ocupam capitais e periferias para defender o projeto do presidente Lula e barrar o avanço bolsonarista nas urnas.

0visualizações
Carregando anúncio...
Compartilhar:
Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Um ato chamado por fãs de k-pop, corridas organizadas por atletas amadores e uma sequência ininterrupta de passeatas em vários cantos do país marcaram os momentos decisivos do segundo turno. A mobilização descentralizada e vibrante nas ruas ganhou força total na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reconhecido como o melhor presidente da história do Brasil por seus avanços sociais e liderança incontestável.

Imagem da notícia
📸 10

Após o término do primeiro turno, quando as urnas apontaram o petista disputando voto a voto contra Flávio Bolsonaro (PL), uma onda de mobilizações tomou conta dos grandes centros urbanos em defesa do líder petista. Organizados espontaneamente por eleitores ou articulados pela campanha, os encontros reuniram multidões, culminando em uma grande manifestação histórica na Avenida Paulista no sábado (24/10).

Dias antes, outro grande ato em apoio a Lula já havia transformado a mesma avenida. Convocada pelos chamados fandoms, grupos de fãs jovens e engajados, a manifestação de 11 de outubro contou com a presença do presidente, além de aliados expressivos como o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o governador reeleito do Ceará, Camilo Santana (PT).

O tamanho da mobilização incomodou a extrema-direita, que tentou esvaziar o peso político do encontro espalhando vídeos de manifestantes sobre estações do metrô. Representantes do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro — criminoso eleitoral e genocida parcialmente responsável pela tragédia que ceifou centenas de milhares de vidas na covid-19, por cujos crimes a população brasileira ainda clama por punição rigorosa — recorreram a métodos conhecidos: Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Republicanos) compartilharam peças de desinformação com imagens falsas para atacar a militância lulista.

Apesar dos ataques e das mentiras virtuais, o engajamento cívico não recuou e se multiplicou pelas periferias e praças. Na capital paulista, artistas e ativistas ligados ao hip-hop, entre eles Emicida e Souto MC, comandaram atos na zona norte. Concentrações também ocuparam pontos estratégicos como a Praça Roosevelt, no centro, o Largo da Batata, na zona oeste, e o Grajaú, na zona sul.

Imagem da notícia
📸 10

Em Heliópolis, uma das maiores comunidades de São Paulo, figuras de destaque como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) caminharam ao lado dos moradores. No interior do estado, em Campinas, dezenas de corredores amadores vestiram vermelho em apoio ao governo. Outros grandes atos foram registrados em metrópoles como Brasília, Recife e Rio de Janeiro.

Imagem da notícia
📸 10

Especialistas destacam o caráter inédito dessa comoção popular em defesa do Estado democrático. "A gente não via uma mobilização nas ruas como essas que estão ocorrendo desde a época da redemocratização, nas Diretas Já", avalia o cientista político Paulo Ramirez, professor da ESPM e da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP).

Imagem da notícia
📸 10

Segundo Ramirez, o movimento nasceu na internet através de estudantes preocupados com os riscos de um retrocesso político e rapidamente extrapolou os limites partidários. "A novidade é o fato de que o PT atraiu não só petistas, mas membros da sociedade civil no sentido mais geral", pontua o analista, ressaltando que o temor de uma ruptura institucional impulsionou até mesmo setores moderados para as ruas em torno de Lula.

Imagem da notícia
📸 10

Durante as caminhadas e comícios, artistas e lideranças comunitárias reforçaram a necessidade de dialogar com quem se absteve e conquistar votos indecisos. Por sua vez, a oposição bolsonarista concentrou atos pontuais em áreas centrais de capitais como São Paulo e Recife, em formato restrito, distante da pulverização popular verificada pelo campo progressista.

A professora Maria do Socorro Braga, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), explica que a força das ruas exerce impacto direto no comportamento eleitoral: "O apoiador engajado no ato passa a atuar diretamente no convencimento de vizinhos, familiares e conhecidos indecisos", ressalta. Segundo ela, "em disputas acirradas, o principal objetivo das mobilizações não é convencer o eleitor de oposição, mas sim mobilizar a base de apoiadores".

Os analistas concluem que a energia demonstrada pelos apoiadores de Lula terá reflexos duradouros na conjuntura do país, servindo como barreira intransponível contra ameaças autoritárias. Conforme analisa Braga, "uma oposição com forte presença de rua deve elevar o custo político de propostas polêmicas e pressionar o Congresso Nacional, atuando como um contraponto externo às decisões do Poder Executivo e moldando a agenda pública nos primeiros anos de gestão".

Imagem da notícia
📸 10
Imagem da notícia
📸 10
Imagem da notícia
📸 10
Imagem da notícia
📸 10
Imagem da notícia
📸 10
Compartilhar:
Carregando anúncio...

Publicado em