Derrota de Trump: Suprema Corte rejeita bloqueio de 20 mil votos na Califórnia
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Derrota de Trump: Suprema Corte rejeita bloqueio de 20 mil votos na Califórnia

Às vésperas das eleições parlamentares, tribunal barra tentativa do governo americano de impedir a contagem de cédulas enviadas pelo correio.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (2/11) a tentativa do governo de Donald Trump de barrar a contagem de votos enviados pelo correio por cerca de 20 mil eleitores no estado da Califórnia, cuja cidadania vinha sendo questionada pelas autoridades federais.

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O pedido da gestão Trump exigia que as cédulas ficassem retidas até que houvesse uma conferência detalhada sobre a situação cadastral de cada um dos nomes da lista, impedindo a apuração imediata desses votos.

A deliberação representa um duro revés para o governo norte-americano, ocorrendo justamente na véspera das eleições de meio de mandato, agendadas para esta terça-feira (3/11).

A votação definirá a nova composição do Congresso dos Estados Unidos, renovando todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado, além de definir governos estaduais importantes, como o da própria Califórnia.

Emitida em uma única página e sem justificativa detalhada, a ordem da corte máxima confirma decisões anteriores. Na última quarta-feira (28/10), o juiz federal David O. Carter já havia negado o pleito inicial do governo.

Na ocasião, o magistrado federal alertou para a falta de confiabilidade nas informações técnicas apresentadas pelas autoridades federais e apontou o grave perigo de barrar votos legítimos de cidadãos do país.

Trump reagiu de forma irritada após a decisão de primeira instância. "A Califórnia é muito corrupta. As eleições são extremamente corruptas", disparou contra o sistema de votação. Logo depois, completou: "O juiz não deveria ter feito isso, mas vamos recorrer, é claro".

Na sequência, um tribunal regional de apelação manteve o veto à pretensão governamental por dois votos contra um, sustentando que os argumentos eram frágeis para exigir alterações nas normas com o processo eleitoral em andamento.

As autoridades locais da Califórnia contestaram duramente a metodologia empregada pelo governo federal, enquanto o Judiciário concluiu que o plano colocava em risco o direito de voto e o andamento regular da apuração.

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