Dweck rebate alegação de rombo nas estatais
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Dweck rebate alegação de rombo nas estatais

Ministra afirma que empresas públicas lucraram R$ 484 bilhões nos três primeiros anos do governo Lula e ampliaram os investimentos.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, contestou a narrativa de que as empresas estatais brasileiras passaram a registrar prejuízo. Ela apresentou dados sobre lucros e investimentos para rebater informações divulgadas por aliados do senador Flávio Bolsonaro.

Segundo Dweck, o desempenho financeiro das empresas públicas nos três primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva superou o resultado obtido em igual período da gestão Bolsonaro.

As estatais acumularam R$ 484 bilhões em resultados positivos durante esse período. De acordo com a ministra, o valor é 23% superior ao registrado nos mesmos três anos do governo anterior.

Os investimentos das empresas públicas também cresceram. Em 2025, os aportes chegaram a R$ 116 bilhões, uma alta de 125% na comparação com o último ano da gestão Bolsonaro.

Para 2026, a projeção apresentada aponta R$ 140 bilhões em investimentos públicos. O montante representa uma expansão de 175% em relação a 2022.

"As nossas estatais são lucrativas e estão investindo para melhorar a vida dos brasileiros", destacou Esther Dweck.

A ministra também explicou o funcionamento das chamadas "estatais dependentes". Essas empresas prestam serviços públicos fundamentais e gratuitos, com custos operacionais financiados diretamente pelo Tesouro Nacional.

Segundo Dweck, a cada R$ 4 destinados pelo governo a essas companhias, aproximadamente R$ 3 ficam concentrados em duas frentes consideradas centrais para a prestação dos serviços.

A ministra afirmou que informações descontextualizadas sobre a gestão pública podem ser usadas para desvalorizar ativos estratégicos do Estado e facilitar futuras privatizações por valores reduzidos.

Dweck relembrou as tentativas de venda do Serpro e da Dataprev. As duas empresas são responsáveis pela guarda e pela proteção de dados sigilosos de milhões de brasileiros.

Ela ressaltou ainda que as estatais participam diretamente do cotidiano da população, com atividades ligadas ao financiamento da casa própria, ao apoio à agricultura e à infraestrutura energética. Para a ministra, essas empresas são importantes para a soberania nacional e para o crescimento econômico.

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