Fim da escala 6x1 enfrenta corrida decisiva no Senado
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Fim da escala 6x1 enfrenta corrida decisiva no Senado

Governo Lula busca 54 apoios para acelerar a votação da proposta que garante duas folgas remuneradas por semana e reduz a jornada de trabalho.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O governo Lula trabalha para acelerar no Senado a análise da proposta de emenda à Constituição que encerra a escala 6x1 e garante dois dias de descanso remunerado por semana. Para votar o texto antes do segundo turno eleitoral, o Planalto precisa reunir o apoio de 54 senadores a um calendário especial.

A proposta já foi aprovada pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Além de ampliar o descanso semanal, o texto reduz o limite da jornada para 42 horas, dois meses após a promulgação, e para 40 horas, 14 meses depois.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, pretende apresentar até quarta-feira o pedido para acelerar a tramitação. Ela não informou quantas assinaturas já conseguiu por considerar que a informação faz parte da estratégia de negociação.

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O requerimento pode receber o apoio individual dos senadores ou ser assinado por líderes que representem os 54 parlamentares necessários. Para ser aprovada, a proposta precisa alcançar pelo menos 49 votos em cada um dos dois turnos de votação.

Sem um calendário especial, a votação final deverá ocorrer somente depois de 25 de outubro. O regimento do Senado exige intervalos e sessões de discussão entre as diferentes etapas de análise da proposta.

Nesta quinta-feira, dia 8, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, realizou a terceira das cinco sessões exigidas antes da primeira votação. As duas sessões restantes estão previstas para terça e quarta-feira da próxima semana. Alcolumbre descartou deixar o primeiro turno para depois da eleição, mas afirmou que ainda não recebeu o pedido para encurtar o processo.

Senadores de PL, PP e Republicanos escolheram Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, para atuar contra a aprovação. O grupo bolsonarista também avalia apresentar mudanças que poderiam obrigar o retorno do texto à Câmara. Caso o Senado aprove a proposta sem alterações, ela seguirá diretamente para promulgação.

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