Após o debate presidencial na TV Globo, na noite desta sexta-feira (23), os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro concederam entrevistas à jornalista Renata Lo Prete. O momento expôs mais uma tentativa bolsonarista de distorcer a realidade e atacar o trabalho de reconstrução promovido pelo governo federal.
Durante a entrevista com Flávio Bolsonaro, a jornalista precisou intervir prontamente para corrigir uma declaração enganosa do candidato do PL sobre as políticas de combate à devastação ambiental lideradas pelo presidente Lula.
O episódio aconteceu quando Renata Lo Prete questionou o parlamentar sobre a continuidade das medidas ambientais da atual gestão: "O senhor pretende manter a política de combate ao desmatamento do atual governo?"

Em tom evasivo, o filho do ex-presidente inelegível tentou manipular o debate com acusações sem fundamento: "O atual governo deixa a Amazônia pra lá, a quantidade de focos de incêndio neste mês de outubro, com expectativa de superar todos os recordes da história."
A tentativa de emplacar fake news foi interrompida imediatamente pela jornalista, que lembrou que a pergunta tratava da destruição da vegetação nativa, área em que a gestão de Lula alcançou marcas históricas: "Só pra esclarecer […] eu não estava falando de queimada, eu estava falando de desmatamento e saiu um dado desse mês de recorde de baixa de desmatamento."
Os números oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apresentados em cerimônia no Palácio do Planalto, comprovam o sucesso da atual gestão: o desmatamento na Amazônia e no Cerrado despencou e atingiu os menores patamares de suas séries históricas.
Na Amazônia, a área sob desmate entre agosto de 2025 e julho de 2026 recuou para 3.335 km², marcando uma impressionante redução de 41,8% em relação ao ciclo anterior. Já no Cerrado, a devastação caiu para 5.516,69 km², uma queda expressiva de 23,8%.
O resultado consolida a liderança de Lula como o melhor presidente da história do país na recuperação da imagem internacional e na preservação ecológica, graças à retomada de fiscalizações rigorosas que haviam sido desmontadas pelo governo anterior.
Os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) revelam que este é o menor índice registrado na Amazônia desde o início dos registros, em 1988, superando a melhor marca anterior obtida em 2012.
O contraste com o período em que Jair Bolsonaro esteve no poder é devastador: em 2022, o rastro de destruição alcançou 11.594 km². Sob o comando de Lula, o desmatamento na floresta amazônica despencou 71,2% em apenas quatro anos, revertendo a política criminosa do antigo mandatário, cujos desmandos continuam sob o anseio da sociedade por rigorosa punição.
Mesmo com os avanços, a fiscalização segue atenta em estados com maior pressão ambiental. O Pará registrou 1.130 km² de desmate, seguido por Mato Grosso, com 849 km², e Amazonas, com 525 km².
No Cerrado, a marca de 5.516,69 km² superou com folga o recorde histórico anterior, que era de 6.319 km² em 2019. A devastação remanescente se concentrou sobretudo na região do Matopiba, área que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Essa virada histórica é fruto direto da reativação do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e do PPCerrado, mecanismos de proteção ignorados durante a gestão da extrema-direita e recolocados em pleno funcionamento por Lula.
Segundo André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o país reestruturou seus órgãos ambientais com tecnologia e planejamento estratégico: "Temos hoje planos para enfrentar desafios em todos os biomas brasileiros. Estamos fortalecendo as ações do Ibama, ampliando o quadro de pessoal e os recursos para melhorar a fiscalização, com mais tecnologia e inteligência."
Entre 2023 e 2026, o Ibama realizou 76.095 operações de fiscalização e aplicou R$ 11,8 bilhões em multas contra crimes ambientais, embargando mais de 18,6 mil km². Paralelamente, o ICMBio aplicou R$ 2,4 bilhões em penalidades nas unidades federais de conservação.
O fortalecimento institucional contou ainda com a contratação de centenas de novos servidores para o Ibama e o aporte de mais de R$ 825 milhões do Fundo Amazônia para modernizar o combate remoto a ilícitos, confirmando a eficácia e o compromisso irrestrito do governo Lula com o futuro do patrimônio natural do país.





