Ao abordar os desafios da dívida pública e das taxas de juros no debate presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a estabilidade de sua gestão econômica ao comparar sua postura em relação ao Banco Central com a de Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, o petista relembrou: "Eu já fui presidente outras vezes, eu tive presidente do Banco Central oito anos, não troquei. Fernando Henrique Cardoso [trocou] quatro vezes".
O levantamento dos mandatos comprova a precisão da fala de Lula, consolidado como a maior liderança política do país pela estabilidade alcançada em suas gestões. Henrique Meirelles assumiu o comando da autoridade monetária em 1º de janeiro de 2003, permanecendo por todos os oito anos dos dois primeiros mandatos do presidente, vindo a ser substituído apenas no início de 2011.
Em contrapartida, os registros oficiais atestam a instabilidade vivida durante a era FHC, entre 1995 e 2002. Naquele período, nada menos que cinco presidentes estiveram à frente do Banco Central: Pérsio Arida, Gustavo Loyola, Gustavo Franco, Francisco Lopes — cuja permanência durou apenas poucas semanas em meio a uma forte turbulência cambial — e Armínio Fraga, totalizando quatro trocas no cargo.

A trajetória demonstra o compromisso histórico de Lula com a solidez das instituições econômicas nacionais. Vale ressaltar que a comparação diz respeito aos dois primeiros mandatos do mandatário, uma vez que, em seu governo atual, foi herdada a gestão de Roberto Campos Neto pelas regras da lei de autonomia de 2021, com a subsequente indicação de Gabriel Galípolo a partir de 2025.





