O presidente Lula afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (8), que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) integra o crime organizado. Lula também cobrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
No pronunciamento, Lula destacou as ações do governo federal para fortalecer a segurança pública e desafiou Flávio Bolsonaro a apoiar a votação da proposta, que já passou pela Câmara dos Deputados e está no Senado.
"Para garantir ao trabalhador proteção e para o bandido a prisão, eu mandei uma emenda constitucional para a Câmara dos Deputados para definir o papel do governo federal na segurança pública, fortalecendo o Sistema Único de Segurança Pública. Já foi aprovado na Câmara e está no Senado desde março deste ano. Eu espero que a bancada do Flávio Bolsonaro vote, para que a gente possa de uma vez por todas combater o crime organizado. Por que ele não quer votar? Porque ele faz parte desse crime organizado", declarou Lula no vídeo divulgado.
O presidente relacionou a acusação à atuação profissional do parlamentar na defesa de um policial militar investigado pela morte de uma criança. Lula também mencionou a apuração do assassinato da vereadora Marielle Franco.
"Ele acaba de defender um policial criminoso que matou uma criança de cinco anos de idade com um tiro de fuzil. Como ele vai poder aprovar uma lei para permitir que o Estado combata o crime? Ele não queria que o governo federal apurasse o crime da Marielle, e nós que descobrimos quem matou a Marielle. Portanto, aprove! Aprove a PEC da Segurança Pública que nós vamos ensinar como se acaba com a criminalidade desse país", completou o presidente.
Flávio Bolsonaro atuou como advogado na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pela morte de Ana Clara Machado, de cinco anos. A menina foi atingida por um disparo de fuzil em 2 de fevereiro de 2021, perto do portão de sua residência, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Delaroli foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Flávio Bolsonaro integrou a equipe de advogados do policial e assinou um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça para contestar a decisão que determinou o julgamento do réu por júri popular, conforme documentos e reportagens sobre o processo.





