Durante sabatina na Globo na quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço das dificuldades encontradas no início de seu terceiro mandato.
Ao responder a Renata Lo Prete, Lula afirmou que recebeu ministérios desmontados, políticas públicas enfraquecidas e um Orçamento sem recursos suficientes para áreas básicas.
"Nós passamos dois anos tentando recuperar esse país", disse.

De acordo com o presidente, a situação exigiu a aprovação da PEC da Transição antes mesmo de sua posse, em 2023.
A medida abriu espaço no Orçamento para garantir a continuidade de programas sociais e recompor investimentos em serviços públicos.
Lula declarou que o Orçamento deixado pelo governo de Jair Bolsonaro não assegurava recursos suficientes para o Bolsa Família, a educação e a saúde.
O presidente também comparou o cenário encontrado em 2023 com o fim de seu segundo mandato, em 2010.
Segundo Lula, parte do eleitorado voltou a escolhê-lo em 2022 com a lembrança de um período no qual o Brasil apresentava resultados econômicos melhores.
Ele citou o crescimento de 7,5% registrado naquele período, a posição do Brasil entre as maiores economias do mundo e a criação de milhões de empregos durante seus primeiros governos.
A comparação foi usada para destacar que o terceiro mandato começou em condições muito diferentes das encontradas em seus governos anteriores.
Lula também fez uma autocrítica sobre a comunicação do governo. Embora considere que sua gestão tenha realizado muitas ações, reconheceu dificuldades para mostrar à população o trabalho de reconstrução das políticas e estruturas públicas.
"Eu só lamento que eu não tenha tido a capacidade de fazer o povo compreender as coisas que eu fiz", afirmou.
Renata Lo Prete ainda perguntou sobre a relação do governo com o centro político e as dificuldades que um eventual quarto mandato poderia enfrentar diante de um Congresso mais hostil. Lula contestou essa avaliação e lembrou a correlação de forças existente quando assumiu a Presidência.
Na reta final da entrevista, o presidente demonstrou confiança na disputa do segundo turno contra Flávio Bolsonaro. "Estou consciente de que vou ganhar as eleições dia 25 de outubro", afirmou.





