Lula dispara e deixa Flávio para trás nas redes
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Lula dispara e deixa Flávio para trás nas redes

Presidente alcançou 9,9 milhões de interações em um dia após o primeiro turno, quase o dobro do recorde registrado pelo adversário.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em engajamento nas redes sociais após o primeiro turno das eleições de 2026. Na quarta-feira (7), as publicações de Lula somaram 9,9 milhões de curtidas, comentários e compartilhamentos, seu melhor resultado diário durante a campanha.

O desempenho marcou uma virada depois de semanas em que Flávio manteve a dianteira nas interações digitais. Em setembro, o senador liderou em 14 dos 17 dias analisados, com média de 370 mil interações diárias, diante de 240 mil do presidente.

Na sexta-feira (2), às vésperas do primeiro turno, Flávio alcançou 5,5 milhões de interações, seu recorde no período. O número foi quase quatro vezes maior que o obtido por Lula naquele dia.

No domingo (4), dia da votação, Flávio registrou 3,9 milhões de interações, enquanto as publicações do presidente tiveram cerca de 170 mil.

A mudança começou na segunda-feira (5), quando Lula superou Flávio pela primeira vez desde o início de outubro. Na terça-feira (6), as publicações do presidente já haviam alcançado 4,8 milhões de interações.

Na quarta-feira, o resultado mais que dobrou. O crescimento foi impulsionado principalmente por um vídeo publicado no Instagram, no qual Lula convocou os eleitores a sair às ruas e conversar com outras pessoas.

Gravado com a câmera frontal de um celular, o vídeo chegou a 26,9 milhões de visualizações e ultrapassou 3,1 milhões de interações. O resultado diário de Lula ficou próximo do dobro do recorde anterior de Flávio.

O Instagram concentrou a maior parte da movimentação. A plataforma respondeu por 86% do engajamento de Lula e por 94% do registrado por Flávio no período analisado.

O monitoramento considerou curtidas, comentários e compartilhamentos em publicações das contas oficiais dos dois candidatos no Instagram, TikTok, X, YouTube e Facebook, entre 14 de setembro e 7 de outubro.

Apesar da forte reação às publicações de Lula, o desempenho digital não representa necessariamente a intenção de voto. A antropóloga Carol Luck explicou: "É importante lembrar que engajamento não é voto. Ele mede a capacidade de cada campanha de fazer a própria base reagir, comentar e compartilhar. Na reta final de uma eleição, esse termômetro ajuda a entender o clima de cada lado e quem está conseguindo pautar a conversa nas redes".

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