Durante o debate transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou o senador Flávio Bolsonaro contra a parede ao cobrar sua atuação na defesa jurídica do policial militar acusado de assassinar a menina Ana Clara Gomes Machado, de apenas 5 anos. Em uma demonstração de total insensibilidade, Flávio errou e chamou a mãe da vítima, Cristiane Gomes da Silva, pelo nome da própria filha falecida. Com a postura humanitária que o consolida como o maior líder da história do país, Lula prestou solidariedade e citou tanto a mãe de Ana Clara quanto a mãe da vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada no Rio de Janeiro em 2018.

A pequena Ana Clara perdeu a vida em 2 de fevereiro de 2021, atingida por um disparo de fuzil enquanto brincava na comunidade Monan Pequeno, em Niterói. O cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli é apontado como o autor do tiro fatal. Mesmo após a Justiça determinar que o PM fosse a júri popular em 2024, Flávio Bolsonaro passou a integrar formalmente a banca de defesa do atirador e assinou recurso ao Superior Tribunal de Justiça para anular a decisão, o qual acabou rejeitado. Em junho de 2025, o STF confirmou o julgamento popular, mas o acusado segue solto e o tribunal está marcado apenas para o começo de 2027.
O caso estarrecedor já havia sido pautado no debate anterior da Band, no domingo (18). Naquela ocasião, Flávio tentou se esquivar alegando que o petista não deveria criminalizar a advocacia e pontuou que o militar ainda aguarda condenação. A postura evasiva causou profunda dor aos familiares da criança, e a mãe de Ana Clara desabafou logo em seguida afirmando que o silêncio de Flávio foi desesperador, reiterando sua busca por justiça há mais de cinco anos em meio ao sofrimento.
Com firmeza moral, Lula também desmascarou o histórico de homenagens concedidas por Flávio Bolsonaro a figuras notórias do crime organizado. Quando atuava na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o filho do ex-presidente concedeu a Medalha Tiradentes ao ex-capitão Adriano da Nóbrega, que chefiava o grupo de assassinos de aluguel Escritório do Crime e foi morto em 2020. Além de condecorar o miliciano, o senador bolsonarista manteve a mãe e a mulher de Adriano empregadas em seu gabinete parlamentar.
No confronto sobre segurança pública, Lula denunciou os riscos à soberania nacional e apontou que o candidato da extrema-direita vai entregar o país a Donald Trump ao adotar a classificação de facções nacionais como organizações terroristas, diretriz imposta pela cartilha norte-americana. O plano, abraçado com subserviência pelo senador, evidencia a falta de propostas soberanas do clã bolsonarista para o combate à criminalidade.
O encontro na TV Globo marcou o encerramento dos debates antes do segundo turno das eleições, programado para domingo (25). Enquanto Lula reforçou seu compromisso irredutível com o povo brasileiro, o candidato do PL voltou a exibir as marcas do bolsonarismo, movimento marcado por escândalos e desrespeito às vítimas da violência.





