Lula mira aliança de Flávio com bancos, bets e bilionários
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Lula mira aliança de Flávio com bancos, bets e bilionários

Campanha do presidente pretende ligar o candidato do PL aos setores mais ricos e reforçar a defesa dos programas sociais e dos interesses populares.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende destacar a ligação do senador Flávio Bolsonaro aos interesses de bancos, empresas de apostas e bilionários durante o segundo turno. A adesão de partidos do centrão ao candidato do PL será usada para reforçar a comparação entre os dois projetos.

A estratégia foi elaborada pela nova equipe de comunicação da campanha petista. O objetivo é associar Flávio e seus aliados ao "sistema", enquanto Lula será apresentado como defensor das camadas populares.

A campanha deve retomar as críticas à chamada "bancada BBB", expressão usada pelo PT para reunir bancos, bets e bilionários. O apoio de partidos de centro ao senador será apontado como sinal de proximidade com os setores mais privilegiados.

Os responsáveis pela comunicação também pretendem alertar para possíveis impactos dessa aliança sobre os programas sociais. A previsão de cortes em benefícios e de decisões favoráveis ao "andar de cima", porém, integra a mensagem eleitoral petista e não corresponde a medidas anunciadas pelo adversário nas informações disponíveis.

Outro ponto da estratégia será o debate sobre a medida provisória do governo que alterava a tributação de investimentos e aumentava a cobrança sobre as bets. Em outubro de 2025, uma articulação dos principais partidos de centro retirou a proposta da pauta da Câmara, levando o texto a perder a validade.

O episódio aumentou a tensão entre Lula e o Congresso, mas também trouxe ganhos de popularidade ao presidente. Após a derrota da proposta, Lula passou a criticar em seus discursos a atuação de parlamentares que, segundo sua campanha, contrariaram os interesses da maioria da população.

No segundo turno, a equipe pretende recuperar esse confronto e relacionar os aliados de Flávio à resistência contra a tributação dos setores atingidos pela medida. A defesa dos interesses econômicos deve ocupar o centro da comparação entre as candidaturas.

Lula também deve continuar gravando vídeos em formato de selfie, mudança adotada depois do primeiro turno. Nessas publicações, o presidente apresenta propostas defendidas pelo governo, como o fim da escala de trabalho 6×1, e critica o candidato do PL.

Interlocutores do presidente avaliam que os vídeos aumentaram o engajamento nas redes sociais e facilitaram a divulgação de mensagens direcionadas a diferentes públicos. O formato seguirá como uma das principais frentes de comunicação da campanha.

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