Rogéria Bolsonaro, mãe do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, havia sido escolhida como primeira suplente da pré-candidatura de Márcio Canella ao Senado. O ex-prefeito de Belford Roxo foi preso preventivamente pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 15 de outubro, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne.
A escolha de Rogéria ocorreu depois de uma reunião do PL do Rio de Janeiro em 23 de fevereiro. Naquele momento, Canella ainda pretendia concorrer ao Senado pelo Estado.

Canella desistiu posteriormente da pré-candidatura e disputou uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele foi eleito deputado estadual como o segundo candidato mais votado.

Com a mudança dos planos eleitorais, Rogéria concorreu a deputada federal, mas não foi eleita. Ela já exerceu dois mandatos como vereadora na cidade do Rio de Janeiro.
Filiada ao PL, Rogéria foi casada com o ex-presidente Jair Bolsonaro e é mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.
Em 22 de abril de 2026, Flávio Bolsonaro e Canella publicaram juntos no Instagram um vídeo de apoio à então pré-candidatura do ex-prefeito ao Senado.

A campanha de Flávio Bolsonaro e Rogéria foram procuradas para comentar as informações, mas não responderam até a publicação.
Canella foi preso sob suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria usado uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. Canella já havia sido preso em flagrante em julho, durante outra fase da Operação Unha e Carne, depois que agentes encontraram um fuzil de calibre restrito em seu carro.
A defesa de Márcio Canella também foi procurada para comentar a operação da Polícia Federal, mas não respondeu até a publicação.





