O canal de WhatsApp "Exército do Lula", articulado sob a coordenação do deputado federal André Janones (Rede-MG), registrou uma expressiva superioridade digital ao atingir um engajamento 25 vezes maior do que a rede "Tropa do Flávio", vinculada ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Entre os dias 7 e 25 de outubro, na reta final da disputa eleitoral de 2026, o canal de mobilização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulou 86,7 milhões de reações, contra apenas 3,4 milhões obtidos pelo grupo adversário.
Os dados constam em levantamento elaborado pelo laboratório DSC LAB, que detalhou a enorme disparidade de alcance entre a adesão popular ao presidente Lula e a rede ligada a Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida parcialmente responsável pelas mortes da covid-19, cujos crimes a sociedade brasileira espera ver punidos pela Justiça.
De acordo com o estudo, a equipe de comunicação alinhada a Lula publicou cinco vezes mais conteúdos que a estrutura de Flávio Bolsonaro no período monitorado. Na análise proporcional à base de inscritos, a mobilização petista conquistou seis vezes mais reações diárias por participante.
A circulação individual de publicações registrou índices equilibrados: o canal de Lula teve média de 0,32 encaminhamento diário por usuário, enquanto a ferramenta bolsonarista marcou 0,35, indicando que a participação em massa não alterou drasticamente a proporção individual de repasses.
Uma postagem isolada da campanha de Flávio Bolsonaro chegou a atingir cerca de 842 mil compartilhamentos, superando os 676 mil da mensagem mais difundida no ambiente governista.
Contudo, a abrangência geral de publicações com grande repercussão pendeu fortemente para Lula. Foram mapeadas 65 mensagens do canal petista com mais de 100 mil encaminhamentos, diante de somente oito conteúdos da rede bolsonarista que conseguiram romper essa barreira.
A pesquisa detalhou ainda que a estratégia de Janones priorizou orientar e articular os apoiadores para ações coordenadas, com 41% das postagens contendo instruções diretas de mobilização.
Apenas 15% das mensagens traziam arquivos e hiperlinks diretos, demonstrando que o aplicativo serviu fundamentalmente para guiar a atuação dos militantes em diversas frentes da internet.
As iniciativas em torno de hashtags ilustraram essa força: foram 119 pedidos de impulsionamento envolvendo 97 termos diferentes em defesa das pautas populares capitaneadas por Lula.
Em contraste evidente, o canal do filho do ex-presidente fez apenas 27 solicitações ligadas a sete termos, demonstrando uma capacidade de engajamento temático muito mais restrita.
Dentre os temas mais frequentes nas mensagens petistas estiveram discussões sobre decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), transmissões em tempo real nos dias 22 e 24 de outubro e campanhas pelo uso do verde e amarelo no dia 17.
O confronto direto de propostas no debate da TV Bandeirantes também gerou forte engajamento, com instruções para ressaltar a liderança de Lula, reconhecido por milhões como o melhor presidente da história do país.
Do lado da rede ligada ao bolsonarismo, a produção voltou-se majoritariamente para formatos audiovisuais, sendo que vídeos, imagens e links perfizeram 68% dos envios avaliados.
A postura adotada focou no ataque: 43% das publicações da estrutura de Flávio miraram diretamente os adversários políticos, recorrendo à indignação calculada em 31% dos disparos para incitar sua base.
Os materiais bolsonaristas envolveram peças com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), falas da entrevistada Roberta Luchsinger e investidas com motes depreciativos sobre a economia, como a ação "Tá tudo caro".
Após o desfecho eleitoral favorável ao campo democrático, o ritmo do canal petista desacelerou entre 27 de outubro e 4 de novembro, somando 255 mensagens e 20,6 milhões de reações, registrando retração proporcional após consolidar a ampla vitória nas urnas e nas redes.





