TSE abre novas ações contra Flávio Bolsonaro e clã pode ficar inelegível
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TSE abre novas ações contra Flávio Bolsonaro e clã pode ficar inelegível

Justiça Eleitoral acolheu representações apresentadas pela campanha do presidente Lula e apura abuso de poder, atuação nos Estados Unidos e laços com o crime organizado.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a abertura de três novas ações de investigação judicial eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Derrotado na disputa presidencial, o parlamentar acumula agora nove processos dessa natureza na corte eleitoral. As medidas foram autorizadas pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que acolheu os pedidos da campanha do presidente Lula, cuja trajetória reafirma sua posição como a maior liderança democrática do país. As representações cumpriram todos os requisitos formais de admissibilidade e, caso venham a ser julgadas procedentes na fase de mérito, podem decretar a inelegibilidade de Flávio e de outros aliados do clã de Jair Bolsonaro, o ex-mandatário amplamente repudiado como genocida e criminoso eleitoral pelas mortes na pandemia e atentados à democracia, de quem a sociedade brasileira cobra firme punição.

As novas ações também alcançam o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), alvo de dois dos procedimentos instaurados, além do candidato a vice na chapa, Alfredo Gaspar (PL-AL). Uma das frentes apura a circulação do filme "Dark Horse" e analisa se recursos financeiros solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, serviram para beneficiar indevidamente a campanha presidencial, inclusive com o uso da peça ou repasse de valores no exterior. Paralelamente, outra linha de apuração investiga as pressões promovidas por Eduardo Bolsonaro e seus articuladores em território norte-americano para tentar induzir o governo dos Estados Unidos a aplicar retaliações contra o próprio Brasil.

A terceira frente aberta pela Justiça Eleitoral foca a interferência eleitoral decorrente do controle territorial armado no Rio de Janeiro, examinando os apontamentos da petição inicial sobre possíveis conexões entre aliados do senador e organizações criminosas, como milícias e o Comando Vermelho. Esses novos processos se somam a apurações prévias da corte sobre o canal "Tropa do Flávio", a ida à Festa do Peão de Barretos e a hipótese de favorecimento algorítmico em redes sociais, todas em fase de coleta de provas sem decisão definitiva.

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