A mobilização estudantil começou após o resultado do primeiro turno. Os primeiros atos ocorreram na noite de segunda-feira, dia 5, na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, no Rio de Janeiro, e se espalharam pelo país ao longo da semana.
As manifestações chegaram a quase vinte estados e a mais de 60 universidades públicas e privadas. Milhares de universitários, estudantes do ensino médio e jovens trabalhadores participaram de assembleias, plenárias e protestos.
Os atos defendem uma campanha nas ruas e nas redes sociais para derrotar Flávio Bolsonaro, candidato da extrema direita. Ele recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
A mobilização dá novo impulso à campanha de Lula, que busca conquistar eleitores indecisos e parte dos mais de 33 milhões de brasileiros que não compareceram ao primeiro turno.
Entre as reivindicações apresentadas estão a defesa da universidade pública, o fim da escala 6×1, a interrupção das privatizações, o fortalecimento do SUS, a adoção da tarifa zero e reformas no sistema político e no Judiciário.
Novas manifestações estão programadas para o segundo turno. A expectativa dos organizadores é ampliar a participação dos jovens e fortalecer a campanha de Lula com pautas sociais e mobilização popular.





