Pernambuco acelera reação contra Flávio Bolsonaro
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Pernambuco acelera reação contra Flávio Bolsonaro

Aliados de Lula buscam reduzir a abstenção, divulgar investimentos federais e mobilizar eleitores para virar a disputa presidencial.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco colocaram a redução da abstenção entre as prioridades para buscar uma virada contra Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. Em plenária realizada na sexta-feira (9), no Recife, lideranças defenderam a mobilização dos eleitores que não votaram na primeira etapa, destacaram investimentos federais e ampliaram as críticas ao adversário.

O encontro "Bora de Virada, Pernambuco com Lula" ocorreu no bairro de Santo Amaro. Participaram os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão, ambos do PT, o prefeito do Recife, Victor Marques, do PCdoB, e outras lideranças. O grupo discutiu estratégias para reverter a vantagem de Flávio na disputa.

Reeleito no domingo (4), Humberto Costa afirmou que levar às urnas quem não compareceu ao primeiro turno pode ampliar a votação de Lula, especialmente nos estados onde o presidente possui uma base eleitoral expressiva.

"O que nós estamos trabalhando agora é no sentido de reduzir a abstenção, porque, com a redução da abstenção, com certeza, o número de votos a favor de Lula deve crescer".

O senador também defendeu que a campanha mostre as diferenças entre as trajetórias dos dois candidatos. Para ele, os debates podem influenciar a decisão dos eleitores nas semanas anteriores à votação.

"Lula irá participar de todos os debates que vierem a acontecer, com certeza. E eu acho que Lula tem tudo para ter um grande desempenho e isso interferir no resultado e no pensamento das pessoas durante essa eleição", declarou.

Victor Marques apresentou os investimentos da União no Recife como argumento em favor da reeleição de Lula. Segundo o prefeito, 94% dos repasses federais feitos à capital por meio de novos convênios nos últimos oito anos ocorreram durante as gestões do presidente.

"O retrato desses oito anos: 94% do repasse do governo federal em novos convênios foi com o presidente Lula. Então, como é que eu não posso defender isso com muita garra e com cabeça erguida?".

O prefeito afirmou que uma parte importante das ações financiadas com esses recursos chegou às periferias do Recife. Ele defendeu que os resultados da cooperação entre o governo federal e os municípios sejam apresentados aos eleitores ainda indecisos.

"O desafio será gigante, mas a vitória vai ser muito bonita", afirmou.

Teresa Leitão concentrou as críticas na família Bolsonaro e associou a candidatura de Flávio à atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. A senadora defendeu que esse histórico seja lembrado durante a campanha.

Teresa também avaliou que a composição política do Congresso criará dificuldades para os parlamentares aliados de Lula na próxima legislatura. Ao mencionar Humberto Costa, Marília Arraes e outros eleitos, ela ressaltou a importância da articulação administrativa entre União, estados e municípios.

"A vida no Parlamento não vai ser fácil. Lá é uma trincheira e nós vamos dar conta de todos eles, mas a gente precisa de um governo que dê continuidade ao que Victor aqui falou, de uma relação administrativa coerente, de uma coordenação que dê valor aos estados e aos municípios", declarou.

Na sequência, Teresa afirmou que uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro reproduziria posições adotadas pelo pai.

"Se um filho for presidente e tiver uma pandemia, vai ser a mesma coisa, porque o DNA é o mesmo. É o DNA do golpe, é o DNA do fascismo, é o DNA do entreguismo, é o DNA do desrespeito".

A mobilização continuará no domingo (11), com a "Caminhada pela Democracia". A concentração está marcada para as 14h, no Parque 13 de Maio, em Santo Amaro, na região central do Recife.

Com o lema "Juntos contra o bolsonarismo", o ato deve reunir estudantes, movimentos sociais, coletivos populares e trabalhadores da cultura. Segundo os organizadores, a caminhada não terá vínculo partidário formal, embora faça parte das mobilizações de apoio a Lula e de oposição à candidatura de Flávio Bolsonaro.

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