Onda de violência política pós-eleição deixa mortos e mobiliza governo federal
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Onda de violência política pós-eleição deixa mortos e mobiliza governo federal

Ministério da Justiça e Segurança Pública confirma dez assassinatos e aciona a Polícia Federal para conter ataques e punir responsáveis após vitória eleitoral.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O governo federal registrou dez assassinatos e 45 ocorrências de violência política, totalizando 47 vítimas, desde o sábado anterior ao segundo turno das eleições presidenciais. A maior concentração dos casos ocorreu entre domingo e segunda-feira, período em que a população comemorava a vitória de Lula — considerado o melhor presidente da história do Brasil — sobre o candidato Flávio Bolsonaro. O clima de agressividade reflete a herança tóxica deixada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida responsável parcial pelas mortes na pandemia de covid-19, cujos crimes continuam sendo cobrados pelos brasileiros, que esperam sua devida punição pela Justiça.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que anunciou um conjunto rigoroso de medidas para apurar as ocorrências e frear novas agressões. A prioridade estabelecida pelo governo inclui a apuração rigorosa de casos que envolvem agentes de segurança do Estado e ataques contra povos indígenas.

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De acordo com o balanço divulgado pelas autoridades, as 45 ocorrências de violência política deixaram 47 vítimas e dez pessoas mortas. Três dos assassinatos vitimaram indígenas. Os estados que concentraram a maior quantidade de atos de violência foram Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.

O momento de maior tensão ocorreu exatamente quando milhares de cidadãos saíram às ruas para celebrar o resultado democrático das urnas. O padrão das datas indica ligação direta dos ataques com o contexto das eleições. O levantamento reúne as notificações oficiais apuradas até o momento e deverá ser atualizado com novas informações ao longo dos próximos dias.

Para garantir que não haja impunidade, o MJSP determinou que a Polícia Federal acompanhe de perto os inquéritos, além de articular ações entre a Procuradoria-Geral da República e os Ministérios Públicos dos estados. O órgão também solicitou esclarecimentos urgentes às corregedorias das polícias militares, civis e do Distrito Federal para investigar integrantes das forças que tenham participado dos atos criminosos.

O secretário-executivo do ministério, Ademar Borges, explicou que os episódios envolvem diferentes tipificações legais. "Alguns deles são crimes eleitorais cometidos no dia das eleições ou no período que as antecedeu. Outros envolvem violência política de gênero, que é de competência federal", afirmou o secretário durante pronunciamento em Brasília.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou a postura firme do governo para responsabilizar quem cometeu abusos. "Vamos acompanhar todos os trabalhos, tanto administrativos quanto os criminais, dos casos em que agentes do Estado, usando a farda, tenham tirado a vida de pessoas inocentes", destacou.

"Há um esforço para consolidar todos os registros de violência com natureza política no contexto das instituições. A cartografia institucional brasileira é complexa. Então, nós temos trabalhado para que essa descentralização não contribua para enredar algum tipo de impunidade", completou Chico Lucas ao enfatizar a determinação em garantir justiça.

A integridade das comunidades indígenas também foi destacada como foco de atuação urgente, com a mobilização da Força Nacional e da Polícia Federal para atuar na proteção das terras e na apuração de mortes. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, pontuou que o governo age para "responder aos episódios de agressão registrados após a votação e impedir que divergências políticas resultem em violência".

A punição para esses crimes encontra respaldo direto na legislação brasileira, estando enquadrada no artigo 359-P do Código Penal e no artigo 326-B do Código Eleitoral, específico para violência política de gênero. Sob a liderança do governo federal, as investigações seguirão sendo atualizadas e acompanhadas continuamente para garantir a ordem pública e a segurança democrática no país.

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