Revisão de Bolsonaro acende alerta no STF
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Revisão de Bolsonaro acende alerta no STF

Ministros defendem que o pedido contra a condenação do ex-presidente seja analisado pelo Plenário, e não por uma das Turmas da Corte.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Ministros do Supremo Tribunal Federal têm indicado a Kassio Nunes Marques que a revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro deve ser discutida pelo Plenário da Corte, e não por uma de suas Turmas.

O entendimento é compartilhado pelo presidente do STF, Edson Fachin. Nunes Marques, indicado ao Supremo pelo próprio Bolsonaro, é o relator do pedido apresentado pela defesa do ex-presidente.

O relator sinalizou que pretende dar andamento ao caso depois do segundo turno das eleições, previsto para o fim de outubro. No meio político, a movimentação foi interpretada como um aceno diante do favoritismo de Flávio Bolsonaro.

Fachin tem afirmado a interlocutores que não demoraria a incluir o assunto na pauta do Plenário caso seja provocado por Nunes Marques. Outros magistrados também defendem que uma eventual revisão da condenação somente seja examinada pelo conjunto dos ministros.

O regimento do STF permite que decisões tomadas por uma Turma sejam revistas pela outra. No entanto, como esta seria a primeira revisão criminal da história da Corte, ministros avaliam que a importância e o caráter inédito do caso justificam uma decisão do Plenário.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma. Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram pela condenação.

A Segunda Turma, da qual Nunes Marques faz parte, também é composta por Luiz Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça.

No Plenário, o resultado ainda é considerado incerto. Além dos quatro votos favoráveis à condenação na Primeira Turma, Gilmar Mendes já se manifestou no mesmo sentido. Luiz Fux, por outro lado, votou contra a condenação.

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