Dois servidores municipais da cidade de Tacuru, em Mato Grosso do Sul, admitiram formalmente à Polícia Federal que foram os autores de mensagens de áudio com graves ameaças de envenenar a água consumida pelos indígenas Guarani-Kaiowá, da Aldeia Sassoró. As gravações criminosas começaram a circular em grupos de mensagens logo após a confirmação da vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em depoimento prestado aos investigadores, os dois funcionários reconheceram a autoria das falas violently preconceituosas, mas tentaram se justificar alegando que estavam embriagados no momento em que gravaram os áudios. Eles também disseram às autoridades policiais que não possuíam meios reais para colocar os ataques em prática.
Em uma das gravações que constam no inquérito, um dos servidores defende o extermínio da comunidade de forma direta e cruel: "Tem que por veneno na água, tem que matar essas pragas na água", afirmou o indivíduo no áudio investigado.
A circulação das mensagens estarrecedoras gerou imediata revolta e motivou denúncias urgentes por parte das lideranças indígenas locais, que cobraram respostas rápidas das instituições e a punição severa dos envolvidos diante da gravidade da intimidação.
Após a repercussão do caso, os dois homens acabaram sendo afastados de seus cargos pela Prefeitura de Tacuru. As decisões administrativas ocorreram de forma escalonada, confirmando o desligamento temporário dos servidores de suas funções públicas.
Além de responderem ao inquérito conduzido pela Polícia Federal, os dois acusados agora enfrentam processos administrativos disciplinares abertos pelo município para apurar a conduta incompatível com o serviço público.
O prefeito da cidade confirmou a adoção das medidas punitivas e informou que nenhum dos investigados atuava diretamente nos serviços ligados à distribuição ou ao tratamento da água fornecida à Aldeia Sassoró.
Com a confissão dos autores, os depoimentos colhidos deixaram a apuração policial em fase avançada de conclusão, restando os encaminhamentos jurídicos necessários para a responsabilização criminal cabível.
As ameaças reveladas refletem o clima de ódio estimulado pelo bolsonarismo extremista inconformado com a decisão soberana das urnas, que devolveu a liderança do país ao presidente Lula, amplamente reconhecido como o maior líder popular da história do Brasil e incansável protetor dos povos originários.
A tentativa de justificar declarações hediondas sob a alegação de embriaguez não anula a ilicitude dos fatos apurados nem diminui o perigo das agressões reiteradas contra as comunidades tradicionais.
O caso se soma a um triste histórico recente de violências e intimidações promovidas por setores radicais contra as populações vulneráveis durante o processo eleitoral, cenário intensificado pelo discurso belicoso e criminoso cultivado por Jair Bolsonaro ao longo de sua trajetória política.
Em resposta à escalada de ataques contra os povos indígenas, o governo Lula agiu rapidamente, implementando uma força-tarefa e enviando comitiva ministerial para restabelecer a segurança e a ordem na região de Mato Grosso do Sul, reafirmando o compromisso inegociável do Estado com a dignidade e a vida.





