Segundo o sindicato, a ordem vale para os exemplares impressos e para a versão digital. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 10 mil.
A medida atinge a edição especial de setembro, dedicada às propostas em disputa nas eleições de 2026 e aos rumos da Petrobras. A publicação recebeu o título "Eleição 2026: o que cada projeto defende para o Brasil?".

Em comunicado divulgado na sexta-feira (9), o Sindipetro classificou a restrição como "censura e ataque ao direito à informação". A entidade afirma que o jornal apresentava as diferenças entre os projetos políticos para a estatal.
A decisão foi assinada pelo ministro Nunes Marques, que acolheu parcialmente o pedido de tutela de urgência apresentado em nome do candidato à Presidência. De acordo com o sindicato, o documento foi encaminhado à Justiça Eleitoral em São Paulo.
Além de interromper a distribuição dos jornais, a entidade deverá retirar o arquivo de seu site e suspender a divulgação do conteúdo em seus canais digitais. A ordem também impede novas publicações da mesma edição.
O sindicato sustenta que o debate sobre a Petrobras envolve soberania nacional, empregos e desenvolvimento econômico. Na avaliação da entidade, a restrição prejudica a discussão sobre o patrimônio público durante a campanha eleitoral.
O comunicado também questiona o uso de medidas judiciais para limitar a circulação de posições divergentes. O Sindipetro declarou que continuará defendendo o direito de informar e de discutir o futuro da Petrobras.





