Valdemar admite possível novo plano de golpe
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Valdemar admite possível novo plano de golpe

Presidente do PL reconheceu que Jair Bolsonaro e seu entorno planejaram um golpe e admitiu a possibilidade de algo semelhante em eventual governo de Flávio Bolsonaro.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou nesta quarta-feira (7) que Flávio Bolsonaro, caso seja eleito presidente da República, poderá planejar um novo golpe de Estado.

A declaração ocorreu durante entrevista ao Timeline, da Rádio Gaúcha. Valdemar também afirmou que a primeira medida de um eventual governo de Flávio seria anistiar todos os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

Apesar de negar que o 8 de Janeiro tenha sido uma tentativa de golpe, o dirigente do PL reconheceu que Jair Bolsonaro e pessoas de seu entorno fizeram um planejamento. Questionado sobre a repetição desse cenário, admitiu a possibilidade.

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Valdemar Costa Neto afirmou: "8 de Janeiro não foi golpe. Ele falou isso dez vezes."

O jornalista respondeu: "O senhor reconhece que houve um planejamento, eles tentaram, o senhor disse isso."

Valdemar declarou: "Eu não tenho dúvidas. Quantos planejamentos que você não faz, que depois você vê que dá errado e você para no meio."

O jornalista então perguntou: "A minha pergunta é: quem nos garante que esse planejamento não ocorrerá de novo no eventual governo Flávio? O senhor acha que podem tentar de novo?"

Valdemar respondeu: "Sei lá, pode haver planejamento."

A fala foi dada um dia depois de Flávio Bolsonaro aparecer ao lado de Ronaldo Caiado, do PSD, e defender mudanças na Constituição. A proposta provocou reações de setores que identificaram um viés autoritário nas declarações.

Flávio não recuou. Nesta quarta-feira, após uma reunião com a União Progressista que confirmou apoio à sua candidatura, o senador explicou quais alterações pretende promover.

Entre as propostas apresentadas estão a redução da maioridade penal, mudanças no Judiciário, alterações em pontos da reforma tributária e o fim da reeleição.

"Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição."

Flávio também comentou a discussão sobre a duração dos mandatos e o alcance de uma eventual mudança nas regras eleitorais.

"Se vai ser mandato de quatro, de cinco anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir qual é o que tem que ser feito, é a reforma política que tem que ser feita."

Ao justificar o projeto de alteração constitucional, Flávio Bolsonaro questionou se o Brasil vive atualmente uma democracia plena.

"Você acha que o Brasil está numa democracia plena hoje? Reflita. O Brasil está numa democracia plena? Eu vou chegar lá. Agora, a gente tem que respeitar a política, a gente tem várias peças que são possíveis."

Na terça-feira (6), Ronaldo Caiado oficializou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Após a reunião, os dois discursaram para militantes e jornalistas.

Caiado prometeu participar ativamente da campanha: "Você foi eleito, acabou, você está no segundo turno. Você tem o meu respeito. (…) Eu vou entrar com você de corpo inteiro, mas por convicção. Eu vou na minha briga de frente. Flávio, acredite, se tem um homem que quer ver você devolvendo o Brasil aos brasileiros, sou eu. Eu vou, sem dúvida nenhuma, estar ao seu lado."

Durante o mesmo evento, Flávio voltou a defender mudanças na Constituição e afirmou que a direita poderá conquistar força suficiente para escolher os próximos presidentes da Câmara e do Senado.

"Elegemos um Congresso muito mais à direita do que ele é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, pra gente mudar a Constituição, pra gente redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição."

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