Veja admite cortes em áudio e pode enfrentar ações
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Veja admite cortes em áudio e pode enfrentar ações

Marco Aurélio de Carvalho afirma que a gravação de Daniel Vorcaro foi manipulada para interferir na eleição e anuncia medidas criminais e eleitorais.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e integrante da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reagiu à nota em que a revista Veja tentou justificar a publicação de um áudio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com supostas acusações contra integrantes do governo.

Segundo Carvalho, a reportagem teria divulgado uma acusação falsa e cometido crime eleitoral às vésperas da eleição presidencial. Ele sustenta que a publicação buscou interferir de forma ilegal no processo democrático.

O advogado também afirma que a nota da revista indicaria outro possível delito: a gravação ilegal de uma pessoa presa. A identidade de quem registrou a conversa não foi revelada.

Na resposta, Veja reconheceu que o áudio foi editado e que a voz do interlocutor foi retirada. "Foram suprimidas cinco falas curtas dos áudios publicados para proteger a fonte (um direito garantido pela Constituição), totalizando 15 segundos de cortes", diz a nota de Veja.

Carvalho afirmou que Vorcaro não prestou depoimento à Polícia Federal nem à Procuradoria-Geral da República. Segundo ele, ao que tudo indica, o ex-banqueiro foi gravado por um de seus próprios advogados, com o objetivo de favorecer eleitoralmente Flávio Bolsonaro e buscar a liberdade do cliente em um eventual governo do senador.

O coordenador do Prerrogativas argumentou que o sigilo da fonte não protege crimes nem armações eleitorais. Ele anunciou que a reportagem será alvo de ações criminais e de representações urgentes perante a Justiça Eleitoral.

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