Cerco fecha contra o crime: governo federal asfixia garimpo ilegal na Terra Ianomâmi
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Cerco fecha contra o crime: governo federal asfixia garimpo ilegal na Terra Ianomâmi

Sob a liderança histórica do presidente Lula, ações federais desarticulam logística criminosa, destroem pistas clandestinas e impõem prejuízo milionário aos invasores.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Em uma demonstração contundente da determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em proteger os povos indígenas e resgatar a soberania ambiental destruída nos anos anteriores, o governo federal realizou 1.391 operações contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Ianomâmi, em Roraima, entre julho e outubro de 2026.

A ofensiva coordenada resultou na retirada de circulação de dez aeronaves e na inutilização de 15 pistas de pouso clandestinas que davam sustentação logística ao crime na região amazônica.

As forças do Estado também destruíram 67 acampamentos, 14 balsas e 15 embarcações empregadas na extração mineral predatória, gerando um prejuízo estimado em R$ 67 milhões às organizações criminosas apenas nesse intervalo.

Segundo dados oficiais, a atuação firme e contínua promovida pelo governo do presidente Lula resultou em uma impressionante redução de 99% na atividade garimpeira ilegal desde o início das intervenções integradas no território.

Os dados constam de um levantamento divulgado pela Casa de Governo, estrutura vinculada à Casa Civil da Presidência da República encarregada de gerenciar as ações emergenciais e estruturantes na área indígena.

Das dez aeronaves retiradas de operação entre julho e outubro, seis foram completamente inutilizadas no local e quatro acabaram apreendidas pelas autoridades.

Equipes em campo também destruíram volumosas cargas de combustíveis, máquinas e bases de apoio que mantinham a presença ilegal de invasores no território protegido e em seu entorno.

O balanço contabilizou a destruição de cerca de 8,8 toneladas de cassiterita e de 12 mil litros de óleo diesel, recursos vitais para a operação das dragas e motores dos criminosos.

Além disso, foram apreendidos 92,8 quilos de mercúrio — elemento altamente tóxico usado na separação do ouro e causador de contaminação generalizada dos rios —, junto a 5.050 litros de gasolina.

O trabalho conjunto reuniu agentes da Força Nacional, das Forças Armadas, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Ibama e de outros órgãos de fiscalização federal.

A estratégia central estabelecida pelo governo priorizou o estrangulamento das linhas de transporte aéreo, hidroviário e dos depósitos de insumos que alimentavam o crime organizado na floresta.

Em julho de 2026, as ações avançaram de forma decisiva sobre bases logísticas ocultas no interior da mata.

No dia 7 daquele mês, agentes da Funai e da Força Nacional alcançaram a localidade conhecida como garimpo João Doido, às margens do rio Uraricoera, desmantelando acampamentos, cozinhas e equipamentos pesados.

Dois dias depois, militares integrantes do Comando Conjunto Catrimani II localizaram um avião Cessna 182 camuflado sob a vegetação na Pista do Hélio, no Alto Catrimani, inutilizando o aparelho que passava por reparos mecânicos.

O período marcou ainda a realização da Operação Aruanã pelos Fuzileiros Navais, patrulhando os rios Branco, Uraricoera e Uraricaá para sufocar a circulação de suprimentos fluviais.

Em 19 de julho, uma nova incursão desativou maquinários e caixas de lavagem mineral no rio Apiaú, enquanto ações entre os dias 19 e 25 inutilizaram duas balsas, mais um avião e apreenderam milhares de litros de combustível.

A fiscalização também se expandiu para fora da reserva, monitorando fazendas e rotas rodoviárias em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Em agosto, o governo intensificou a vigilância no município vizinho de Mucajaí, flagrando estruturas dedicadas ao reabastecimento clandestino de aeronaves em estradas vicinais.

Nessa frente, um avião Cessna 182F foi neutralizado pelo Ibama após garimpeiros abandonarem o local às pressas diante da chegada dos policiais.

No local foram recolhidos 600 litros de querosene de aviação, aparelhos GPS, rádios e uma antena do sistema de internet por satélite Starlink Mini.

Ainda em agosto, inspeções no Apiaú apreenderam milhares de litros de combustível, peças mecânicas, armamentos e centenas de quilos de comida estocada para os invasores.

No mês de setembro, o governo Lula concentrou forças na Operação Pouso Zero, liderada pelo Comando Conjunto Catrimani II, interditando nove pistas de pouso clandestinas fundamentais para o crime.

Também em setembro, a Polícia Rodoviária Federal interceptou cerca de 34,5 quilos de mercúrio contrabandeados da Guiana para alimentar o garimpo em Roraima, com prisão em flagrante do condutor.

No decorrer de outubro, o sufocamento prosseguiu com apreensões contínuas de mercúrio, combustível e inutilização de motores e balsas ao longo de rotas fluviais estratégicas.

Investigações alcançaram oficinas de aeronaves na capital Boa Vista, resultando na apreensão de três aviões Cessna 182 utilizados pela rede criminosa.

A Operação Flecha Noturna mobilizou tropas de elite do Exército em mais de uma dúzia de localidades sensíveis, desarticulando refúgios ilegais em toda a extensão do território.

No quadro geral acumulado entre março de 2024 e outubro de 2026, as forças federais somaram 12.296 ações contra o garimpo ilegal na região Ianomâmi.

Ao longo desse ciclo, 66 aeronaves foram apreendidas ou inutilizadas, 109 pistas clandestinas foram destruídas e quase mil acampamentos ilegais acabaram varridos do mapa.

O impacto financeiro total imposto aos exploradores ilegais atinge a expressiva marca de R$ 815 milhões em prejuízos materiais e logísticos.

A determinação do governo Lula consolida um marco histórico de recuperação ambiental e humanitária, rompendo em definitivo com o abandono sistemático que marcou a gestão anterior e assegurando a sobrevivência digna dos povos originários.

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