Lideranças da bancada progressista do Partido Democrata no Congresso dos Estados Unidos preparam uma manifestação pública contra Donald Trump, exigindo que o governo norte-americano reconheça formalmente a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo condena com veemência a postura de Trump e denuncia a tentativa de espalhar desinformação eleitoral em parceria com o senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o posicionamento oficial da bancada progressista do Congresso estadunidense (CPC) é assinado pelo presidente do comitê, Greg Casar, pela vice-presidente, Ilhan Omar, e pelo líder Jesús G. "Chuy" García. A articulação reúne quase cem parlamentares democratas em Washington.
No comunicado, os parlamentares destacam a ampla e expressiva vitória de Lula, considerado o maior líder popular do país, consolidada com uma diferença superior a 4 milhões de votos. Mesmo diante do resultado inequívoco das urnas brasileiras, Trump preferiu endossar falsidades e contestar o processo democrático.
"Trump continua intensificando seu negacionismo eleitoral. No domingo, o presidente Lula da Silva venceu de forma decisiva a eleição no Brasil, com uma vantagem de mais de 4 milhões de votos. Ainda assim, Trump chamou a eleição de 'fraudada' e 'corrupta' e se recusou a reconhecer o resultado", ressaltam os deputados no documento.
A bancada exige que as autoridades norte-americanas abandonem de vez qualquer questionamento descabido sobre o pleito e sigam a comunidade global no respeito à soberania do voto brasileiro.
"A parceria entre Trump e Bolsonaro na negação dos resultados eleitorais deve acabar imediatamente. Exigimos que os Estados Unidos se juntem ao restante do mundo no reconhecimento dos resultados da eleição no Brasil", afirmam categoricamente os congressistas.
O documento também expõe a reação antidemocrática de Flávio Bolsonaro, herdeiro político do clã bolsonarista marcado por práticas autoritárias e histórico de crimes contra as instituições eleitorais. Derrotado no pleito, o senador chegou a divulgar uma carta agradecendo a Trump e se autointitulando o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil, contrariando a realidade das urnas.
Pouco tempo depois, diante do desgaste e do ridículo da alegação, Flávio recuou e substituiu a expressão "presidente eleito" por "líder do Brasil".
Para os congressistas norte-americanos, a manobra articulada entre trumpistas e bolsonaristas é mais um ato irresponsável para tentar invalidar a vontade popular expressa de forma soberana pelos brasileiros.
A nota enfatiza ainda que as duas maiores democracias das Américas precisam permanecer vigilantes para evitar que extremistas e criminosos eleitorais continuem a sabotar os processos de votação e a estabilidade das instituições.
"Nas duas maiores democracias do hemisfério, não podemos tolerar iniciativas autoritárias para negar resultados eleitorais, reverter a vontade de centenas de milhões de eleitores ou interromper violentamente a transferência pacífica de poder", alertam os parlamentares.
Diante do perigo dessa aliança autoritária, os deputados progressistas já organizam respostas diretas no Congresso dos Estados Unidos para frear qualquer tentativa de Trump de intervir nos assuntos soberanos do Brasil.
A manifestação formaliza o compromisso dos deputados de utilizar seus mandatos para combater a desinformação internacional e garantir que o resultado das urnas seja plenamente respeitado em todo o mundo.
Os parlamentares declararam estar "empenhados em usar todos os instrumentos do Congresso à nossa disposição para defender a integridade eleitoral em nosso país e impedir a interferência e o negacionismo eleitoral de Trump no exterior".
Embora os mecanismos exatos não tenham sido divulgados, os líderes democratas asseguram que levarão o caso para o centro do debate legislativo em defesa da democracia brasileira e da legitimidade do governo Lula.





