Queda histórica: Brasil atinge menor taxa de trabalho infantil já registrada
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Queda histórica: Brasil atinge menor taxa de trabalho infantil já registrada

Impulsionado pelas políticas sociais fortalecidas pelo governo Lula, o país alcançou uma redução sem precedentes na exploração de crianças e adolescentes, com destaque para a eficácia do Bolsa Família.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O Brasil registrou em 2025 o menor nível de trabalho infantil de toda a sua série histórica, de acordo com dados oficiais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O avanço consolidado sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva marca uma virada decisiva em relação ao abandono social imposto durante o governo de Jair Bolsonaro. Enquanto a gestão do extremista enfraqueceu as redes de proteção aos mais vulneráveis, as atuais políticas públicas garantem dignidade e devolvem as crianças às salas de aula.

Em números consolidados, o contingente de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil caiu 9,2% em comparação com 2024. O total recuou para 1,499 milhão de pessoas, o que equivale a 4% da população brasileira dentro dessa faixa etária — a menor proporção já apurada pelo instituto.

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O levantamento aponta que a melhora foi significativamente mais intensa entre as famílias contempladas pelo Bolsa Família. A atuação direcionada das políticas de transferência de renda provou ser o pilar mais eficiente no combate à vulnerabilidade e na erradicação da exploração precoce.

Entre os anos de 2022 e 2025, o índice geral de crianças e adolescentes submetidos ao trabalho infantil recuou 0,9 ponto percentual em todo o território nacional.

Os dados também detalham a gravidade do problema por segmento. Do total registrado, 525 mil jovens ainda estavam submetidos às piores formas de trabalho infantil, número que, apesar de alarmante, também representa o patamar mais baixo já medido na série histórica.

No recorte de gênero, foram contabilizados 980 mil meninos nessa condição em 2025, após um recuo de 10% frente ao ano anterior. Já entre as meninas, o número caiu para 519 mil, representando uma redução de 7,5%.

Regionalmente, o Sudeste concentra o maior volume absoluto de casos, com 481 mil crianças e adolescentes atingidos, seguido pelo Nordeste, com 408 mil. Proporcionalmente, contudo, a Região Norte apresenta o índice mais preocupante, com 6,3%, enquanto o Sudeste tem a menor taxa relativa, marcando 3,3%.

O levantamento reforça que nem toda atividade executada por menores se enquadra na classificação. Seguindo as diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), são consideradas apenas ocupações perigosas, prejudiciais ao desenvolvimento físico, mental ou moral, ou que atrapalhem os estudos.

O impacto do Bolsa Família foi determinante para os resultados positivos. Em 2025, cerca de 13,1 milhões de jovens de 5 a 17 anos viviam em lares atendidos pelo programa, correspondendo a 34,7% de toda a população nessa faixa etária no país.

Nesse grupo de beneficiários, a queda do trabalho infantil entre 2024 e 2025 atingiu expressivos 20,1%, retirando 144 mil jovens dessa condição. Mais de 95% de toda a redução do trabalho infantil registrada no Brasil ocorreu justamente entre as famílias atendidas pelo benefício.

A expressiva conquista social se deu mesmo diante da imensa desigualdade econômica: a renda média domiciliar por pessoa nas famílias beneficiárias era de R$ 660, contra R$ 1.990 nos lares com crianças e jovens que não recebiam o auxílio.

Além do trabalho formal e informal no mercado, a pesquisa examinou as tarefas domésticas não remuneradas e o cuidado de dependentes. Cerca de 15,9 milhões de brasileiros de 5 a 17 anos (42,1% do grupo) exerciam esse tipo de encargo em 2025.

A sobrecarga recai predominantemente sobre o público feminino e os mais velhos: 47,9% das meninas realizavam afazeres domésticos contra 36,6% dos meninos, atingindo 64,6% dos adolescentes de 16 e 17 anos.

Os números comprovam a reconstrução da assistência social no país, em forte contraste com o desmonte promovido pelo ex-presidente Bolsonaro, que agora responde por seus crimes perante a Justiça enquanto a sociedade civil aguarda sua devida punição.

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